Cinco frigoríficos brasileiros – dois de carne de frango e três de carne bovina – receberam autorização de Pequim para exportar ao mercado chinês. Habilitação de um número reduzido de unidades, no entanto, decepcionou o setor e o Mapa.
China habilita cinco frigoríficos e desagrada
Redação AI 13/04/2005 – A China habilitou cinco frigoríficos brasileiros – dois de carne de frango e três de carne bovina – para exportar ao país. O Ministério da Agricultura não divulgou o nome dos frigoríficos, mas fontes informaram que as plantas habilitadas teriam sido as da Perdigão em Rio Verde (GO), da Seara, em Votuporanga (SP), do Bertin, em Lins (SP), do Marfrig, em Promissão (SP), e do Minerva, em Barretos (SP).
A habilitação de um número reduzido de unidades, no entanto, decepcionou o setor e o Ministério da Agricultura. O critério adotado pelos chineses para habilitar as indústrias brasileiras não agradou ao Ministério porque difere do acertado no acordo bilateral assinado em 2004 e ratificado por uma missão chinesa em janeiro deste ano. Esse acordo previa a habilitação de todas as indústrias da lista geral de exportadores, daqui e de lá, e não por estabelecimento, segundo o Ministério.
Para negociar esses critérios, uma missão brasileira segue para Pequim na próxima semana. Os negociadores decidirão se a habilitação será feita por listas ou por estabelecimentos. “Vamos decidir quais critérios serão válidos”, diz Odilson Ribeiro, diretor de Assuntos Sanitários e Fitossanitários da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério. “Se eles fizerem por estabelecimento, faremos a mesma coisa. Mas isso levará muito tempo e pode dificultar o comércio”, observou.
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Antônio Camardelli, diretor-executivo da Abiec (reúne exportadores de carne bovina), que não sabia sobre a habilitação, disse que o acertado no acordo bilateral foi a certificação do sistema e não de estabelecimentos de forma pontual. Segundo ele, o acordo previa os frigoríficos da chamada lista geral após controles e análise de risco. Para Camardelli, a habilitação pontual, “não faz parte do acordo celebrado”.
O diretor da Abiec disse esperar que os três frigoríficos de carne bovina habilitados pela China sejam usados “como modelo” pelo país para certificar outras unidades.
Em janeiro, uma missão do Ministério da Quarentena iniciou os trabalhos finais de certificação sanitária para importar carnes bovina e de aves brasileiras. Os chineses conheceram os programas brasileiros de controle de doenças, programas sanitários e sistemas de inspeção. Depois, visitaram granjas, fazendas e abatedouros de gado bovino e frango em São Paulo, Goiás e Paraná.
A China importou do Brasil quantidades pequenas de carnes de bovina e de frango em 2004. Foram US$ 33,858 milhões em carne de frango e apenas US$ 501 mil em carne bovina, segundo o Ministério.





















