Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,34 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,62 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,24 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,11 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,34 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,99 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,23 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.342,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.235,52 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,39 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx

Editorial

ACCS dá sua opinião a respeito da situação atual da suinocultura.

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Redação SI 01/09/2004 

Por Losivanio Luiz de Lorenzi – Vice-presidente da ACCS

 

A Suinocultura viveu mais uma crise. Será que foi a última? Certamente não! Porque também não foi a primeira. Isso porque somos incapazes de aprender com nossos próprios erros. Se perguntarmos a todos os envolvidos diretamente na atividade suinícola, quais os fatores da crise, certamente haverá uma infinidade de respostas devido as diferentes visões; da falta de informações estratégicas, de planejamento de médio e longo prazo, da desorganização da produção e do desequilíbrio entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Com a crise, produtores saem da atividade e muitos reduzem seus plantéis fazendo com que caia a produção, e quando isto ocorre, há um aumento no preço do kg do suíno, fazendo com que muitos que haviam deixado da atividade retornem, e os que haviam reduzido plantel, voltem a capacidade total das instalações. Inicia-se aí uma nova crise. Isso ocorre de tempos em tempos, e todos nós sabemos disso. A quem diga que o problema é a instabilidade do mercado externo, outros culpam o governo ou agroindústrias. Na verdade nossos problemas são internos e a solução está ao alcance dos membros do setor produtivo. Neste setor deveria existir um pensamento básico para conduzir as relações entre todo o setor; que todos devem ganhar. Isso que se diz Parceria Responsável. O sucesso da cadeia produtiva depende de todos os envolvidos: o fornecedor de matéria prima, o produtor e agroindústria. Quando um destes agentes perde, o sucesso fica comprometido. Para construirmos um futuro promissor é importante a estabilização da atividade e um entendimento entre todo o setor produtivo.

Nós devemos ser recompensados pelo trabalho que executamos, isto significa ter uma renda justa e suficiente para nos manter na atividade e desenvolver novas tecnologias. Uma coisa é certa, precisamos de uma verdadeira revolução para transformar a atividade lucrativa para nós produtores, para todos os elos do setor produtivo e a região onde ela está inserida. É hora de pensarmos em conjunto e basicamente em três coisas; a organização da produção e do produtor é uma condição indispensável para dar a atividade estabilidade a médio e longo prazo; fortalecer a cadeia produtiva para estabelecer um equilíbrio entre os diferentes elos do setor para a sustentabilidade e desenvolvimento do mesmo; transformar e desenvolver o sistema de produção, ele deve ser visto de forma mais abrangente desde a produção, compra de insumos até o processo final, passando inclusive pelo tratamento dos dejetos junto aos órgãos ambientais.

Estamos vivendo outro milênio, onde tudo está mudado, estamos na era da informática e as vezes parece não termos saído da idade da pedra pois esbarramos com a falta de apoio dos que seriam os maiores beneficiados: os Suinocultores. Esperamos que com esta nova fase da Suinocultura, possamos pensar e agir diferente, para que daqui a muitos anos possamos dizer que aprendemos a trabalhar e controlar a nossa produção com a crise do novo milênio.

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