Presidente da ACCS questiona lucro para os produtores de suínos, que vêm registrando prejuízos desde 1995.
Cadê o lucro?
“Com quem está ficando o lucro”? Questiona o presidente da ACCS. Pesquisas oficiais confirmam que no período de 1995 até 2003, apenas o ano de 2001 acusou lucro de R$ 9,60 por suíno. “O lucro pouco aparece para o produtor, prevalecendo quase que integralmente a indicação de prejuízo constante, chegando ao auge de R$ 53,60 por cabeça, em dezembro de 2002”, finaliza o presidente.
Redação SI 25/11/2004 – Está circulando na imprensa estadual e nacional, que a ceia de Natal deste ano se tornou mais cara e que o grande vilão é a carne suína. Segundo as informações divulgadas, a carne suína já está 50% mais cara para o consumidor. O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza, diz que, olhando apenas deste ângulo, o grande culpado pelo aumento fica sendo o produtor de suínos, que hoje, felizmente está sendo remunerado justamente pelo produto depois de acumular prejuízos por um bom tempo. É pertinente lembrar que enquanto o consumidor paga 50% a mais pela carne suína no mercado, o valor pago ao produtor subiu apenas 23%, neste momento em que está conseguindo cobrir os custos de produção.
Em outubro de 2003, o valor da costela suína em mercados de Concórdia (SC), estava custando R$ 4,99 o kg, e em novembro de 2004, a mesma costela, custa R$ 6,69, um aumento real de 25%. Durante o embargo russo, o produtor teve seu produto reduzido em R$ 0,15, “mas o consumidor não pagou menos pela carne suína”, lembra. Neste período, as agroindústrias alegaram super oferta e
diminuíram sensivelmente os valores pagos aos produtores, “mas continuaram vendendo a carcaça suína pelo valor até então praticado”, ressalta.
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