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Ave se adapta à savana brasileira

Com um clima quente e seco, semelhante ao das savanas africanas, as regiões Centro-Oeste e Nordeste tem sido encaradas como um eldorado para criação de avestruzes.

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Redação AI 07/07/2003 – Com um clima quente e seco, semelhante ao das savanas africanas, as regiões Centro-Oeste e Nordeste tem sido encaradas como um eldorado para criação de avestruzes. “Estas regiões devem assumir no futuro a dianteira do processo de criação no país e se tornarem centros de grande relevância”, afirma o presidente da Acab, Celso Carrer. Os fatores econômicos, mão-de-obra barata, clima propício e topografia adequada já se refletem na produção das empresas localizadas na savana brasileira.

“No Nordeste, temos 15% a mais de produtividade e quando este número começar a pesar será uma razão a mais para os produtores migrarem para cá”, diz o sócio-gerente da Br-Karoo, Leucio Marques de Almeida Filho. A empresa entra na sua etapa comercial e industrial. No ciclo de setembro deste ano até junho de 2004, a produção será de 500 cabeças, o equivalente a 15 toneladas de carne.

A previsão é faturar R$ 1,2 milhão. Leucio diz que vai continuar adquirindo volume para depois entrar de vez no mercado externo, “os exportadores querem lote significativos, ninguém quer uma tonelada”. Ele diz que o Nordeste possui em torno de 100 produtores.

O estado de Goiás tem entre 80 e 100 produtores. A presidente da Cooperativa do Agronegócio do Avestruz do Centro-Oeste (Cooavestruz) e uma das diretoras da empresa Ave Santa, Márcia Bernadete Melo, considera que “o nosso mercado passa por uma modificação positiva, caminhando para o fechamento da cadeia produtiva”.

Conversão alimentar

Márcia também encara o Centro-Oeste e Nordeste como as duas melhores regiões para se criar avestruz. “A conversão alimentar é maior, a taxa de mortalidade dos filhotes menor e o custeio mais barato”, diz.

Apoiada nestas vantagens, a empresa Ave Santa elaborou um projeto de integração com outros produtores e vai realizar o abate e a industrialização a partir do próximo ano. A produção será de 300/400 cabeças por mês (14 toneladas de carne), que não ficarão restritos a Goiás. A Ave Santa fecha contratos para distribuir no mercado Europeu e Asiático. Todas as peças de couro estão comprometidas para exportação.

Em um ano e meio entra em atividade o abatedouro próprio, que receberá investimentos de R$ 1 milhão para sua viabilização. O faturamento estimado para 2004 é de R$ 7 milhões, com perspectivas de dobrar este número posteriormente.

Em Mato Grosso do Sul, a localidade de São Gabriel do Oeste (a 141 quilômetros de Campo Grande) é tida com uma das melhores áreas do País. A Cooperativa de Avestruz Portal do Pantanal (Coavestruz) vai começar o abate, em pequena escala, no ano de 2006. Mas até lá a intenção é formar um grande plantel. Por enquanto, a renda da Coavestruz é obtida através dos associados e da venda de filhotes.

Brasil entra na fase do abate

Após oito anos de estruturação, a cadeia produtiva do avestruz chega à segunda etapa – abate e processamento. O País tem cerca de 50 mil aves.

 

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