Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Shell e Unicamp firmam parceria para pesquisas em biogás

Petroleira como meta zerar suas emissões de carbono até 2050

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Shell e Unicamp firmam parceria para pesquisas em biogás

A Shell e a Unicamp firmaram parceria para pesquisas na área de biocombustíveis e biogás. A companhia irá investir cerca de R$ 6,1 milhões na instalação de uma planta piloto para processamento de biomassa e produção de biohitano, um biogás enriquecido com hidrogênio, o que lhe confere maior potencial energético. As pesquisas serão conduzidas pelo Laboratório de Genômica e bioEnergia (LGE), do Instituto de Biologia (IB), e pela Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp.

A parceria foi assinada no final de março pelo reitor da Unicamp, professor Antonio José de Almeida Meirelles, e por Alexandre Breda, gerente de tecnologias de baixo carbono da Shell. Participaram do evento os líderes do projeto, professores Gonçalo Pereira, coordenador do LGE, e Gustavo Mockaitis, docente da Feagri. Também estiveram presentes os diretores das faculdades, professores André Freitas (IB) e Angel Pontin Garcia (Feagri), e o diretor executivo da Agência de Inovação da Unicamp (Inova), Renato Lopes.

De acordo com Alexandre Breda, a Shell tem como meta zerar suas emissões de carbono até 2050, o que depende de tecnologias voltadas ao uso de biocombustíveis. “Uma empresa não consegue atingir esse objetivo sem a contribuição da academia e dos governos. A parceria com a universidade é fundamental para trazer soluções tecnológicas e para nos ajudar a dialogar com a sociedade”, comenta.

As pesquisas realizadas com investimentos da Shell irão se concentrar em duas frentes: a instalação de uma planta piloto de processamento de biomassa para produção do biohitano e a exploração da biomassa do Agave para obtenção de biocombustíveis e biogás. O biohitano é um biogás obtido a partir de processos de digestão anaeróbia em que há uma concentração maior de hidrogênio em comparação com o metano.

“Por conter cerca de 30% a mais de hidrogênio, o biohitano tem o dobro do potencial energético. Um litro dele tem quase o dobro de energia do biometano. Quando enriquecido pelo hidrogênio, é um gás extremamente energético“, explica Gonçalo Pereira. O produto tem grande valor para a indústria petroquímica mas pesquisas na área são recentes: “Ainda não existe produção industrial de biohitano. Por isso a Shell se mostrou interessada”.

Os pesquisadores também pretendem investigar o potencial da biomassa do Agave para produção de biocombustíveis. A planta é utilizada para produção de fibras de sisal e de tequila, mas ainda pouco explorada do ponto de vista energético. São necessários estudos a respeito dos processos bioquímicos envolvidos em sua digestão por microorganismos e da forma como sua biomassa pode ser processada para obtenção de energia.

“Queremos estudar esses processos em escala micro no Laboratório de Genômica e bioEnergia e elevar a escala disso na Feagri. Ou seja, desenvolver uma forma de transformar o conhecimento sobre a biomassa de Agave e sobre os microorganismos que irão transformá-la em um processo piloto, depois em escala semi-industrial e, então, em escala industrial”, detalha Gustavo Mockaitis.

Por ser uma espécie adaptada a regiões semi-áridas, o Agave é uma opção para o desenvolvimento de áreas como o sertão nordestino. “Para sermos competitivos economicamente, precisamos de biomassa barata. O Agave é uma planta com produtividade semelhante à da cana-de-açúcar, e cujo cultivo pode gerar empregos, renda e manter as pessoas do campo”, defende Gonçalo.

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