Estudo da Embrapa: Panorama da Suinocultura

Marcelo Miele e Ari Jarbas Sandi – Pesquisador e Analista da Embrapa – Suínos e Aves, fazem uma análise exclusiva no Anuário da Suinocultura Industrial sobre o setor.
De acordo com eles, o panorama para a suinocultura em 2023 foi positivo, com expansão da produção e das exportações, em um ano de queda nos preços do milho e do farelo de soja, principais itens do custo da carne suína. O artigo apresenta a evolução da suinocultura no mundo e no Brasil, determinada em grande parte pela recuperação do rebanho chinês frente aos desafios ainda presentes da Peste Suína Africana (PSA), porém em um ambiente de crescentes incertezas.
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A produção mundial de carne suína deve atingir 115 milhões de toneladas em 2023, com destaque para a recuperação da China e a redução na produção da União Europeia (UE), bem como o crescimento dos países que ocupam da terceira à quinta posição, incluindo o Brasil. A previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para 2024 aponta para o mesmo patamar de produção que no ano de 2023, porém com redução na China (-1%), na União Europeia (-1,6%) e no Canadá (-1,2%), e expansão nos demais países líderes. Brasil (+4,9%), Vietnã (+5,0%) e Estados Unidos (+2,2%) devem ocupar espaço deixado pelos chineses, europeus e canadenses. Acompanhando a evolução da produção, ocorreu um aumento de 1,6% no consumo mundial de carne suína, puxado pela China, que ainda em 2022 ultrapassou a disponibilidade doméstica anterior à PSA. Por outro lado, Estados Unidos, Filipinas, Japão e Rússia reduziram o consumo doméstico e a União Europeia e Coreia do Sul apresentaram crescimento inferior à média mundial.
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