Grãos: trigo em queda com forte oferta global, soja e milho reagem

Os contratos futuros de trigo registraram forte baixa na bolsa de Chicago nesta terça-feira (27/5), influenciados por um ambiente favorável à produção global e nos Estados Unidos. Os contratos para julho recuaram 2,58%, cotados a US$ 5,2850 o bushel.
Segundo Jonathan Pinheiro, analista da StoneX, a pressão de baixa se deve ao início da colheita do trigo de inverno nos EUA e à melhora climática nas lavouras de trigo de primavera, com o retorno das chuvas em áreas antes secas. Ele ressalta que o mercado pode estar reagindo apenas hoje a esse cenário favorável, após o feriado do Memorial Day.
Boas notícias em termos de oferta também vêm de outras importantes regiões produtoras. Na Rússia, as estimativas de produção de trigo passaram de 78 milhões para até 86 milhões de toneladas. Na França, 70% das lavouras estão em boas condições. Pinheiro projeta uma safra mundial recorde de trigo em 2025/26, acima das 800 milhões de toneladas, o que, segundo ele, tem potencial para levar os preços abaixo de US$ 5 o bushel.
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A soja, por sua vez, voltou a subir em Chicago, acumulando cinco altas nos últimos seis pregões. Os lotes para julho avançaram 0,21%, cotados a US$ 10,6250 o bushel. As cotações enfrentam pressão de alta desde a semana passada devido às condições climáticas adversas na Argentina. Chuvas recentes no país podem prejudicar a oferta da safra 2024/25, conforme o texto menciona, com volumes acumulados chegando a quase 400 milímetros em diversas localidades do norte da província de Buenos Aires, ameaçando a produção e atrasando a colheita. A Bolsa de Rosário e a Bolsa de Cereais de Buenos Aires indicam que a safra de soja argentina pode sofrer perdas significativas.
Apesar do texto não mencionar o milho na abertura desta terça-feira, ele aborda o comportamento da soja e do trigo, destacando a influência dos fatores climáticos e das projeções de oferta global.





















