Entenda como a biosseguridade avícola entra em debate nacional com a nova realidade da influenza aviária no Brasil
Biosseguridade avícola entra em debate nacional diante do novo cenário da influenza aviária

Representantes dos Órgãos Estaduais de Sanidade Avícola, do setor produtivo e de entidades ligadas à avicultura comercial participaram, na última semana, de uma reunião com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília, para discutir a Instrução Normativa nº 56. A norma estabelece os critérios de biosseguridade para o registro e a fiscalização de granjas avícolas no Brasil.
O encontro reuniu indústrias, empresas de material genético e associações de avicultura de estados estratégicos na produção de frango, com o objetivo de avaliar a necessidade de ajustes no atual arcabouço legal diante das mudanças no cenário epidemiológico da influenza aviária no país.
De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Ananda Kowalski, a proposta da reunião foi abrir espaço para escuta técnica e setorial. Segundo ela, a intenção do Mapa é reunir contribuições que permitam a revisão e o aprimoramento da normativa, tornando-a mais aderente à realidade sanitária atual e às exigências de prevenção da doença.
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“O objetivo foi ouvir os relatos dos diferentes elos da cadeia e consolidar propostas que contribuam para a modernização da legislação, considerando a evolução do cenário da influenza aviária no Brasil”, destacou Ananda.
Também participaram do encontro o presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, além dos auditores fiscais federais agropecuários Fabio U. Amaral e Alejandra Muller. A discussão reforça a importância da biosseguridade como pilar central da sanidade avícola, da manutenção do status sanitário brasileiro e da competitividade da cadeia do frango nos mercados interno e externo.























