Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,92 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 172,37 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx
Resumo da Semana

Cooperativismo, custos e inovação sanitária redesenham o cenário das proteínas animais no Brasil

Resultados históricos das cooperativas, pressão sobre preços, mudanças tributárias, novos instrumentos de crédito e avanços em biosseguridade marcaram a agenda recente da avicultura e da suinocultura

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Do recorde nas cooperativas à pressão nos preços, cadeias de proteína buscam equilíbrio entre produção e mercado

O setor de proteínas animais no Brasil vive um momento de contrastes, combinando resultados expressivos no cooperativismo, desafios de mercado e avanços tecnológicos voltados à sanidade.

Santa Catarina consolidou seu protagonismo global no cooperativismo, com Aurora Coop e Alfa figurando entre as 300 maiores cooperativas do mundo, reforçando a relevância do modelo cooperativista brasileiro na produção e exportação de alimentos.

Esse desempenho positivo também foi evidenciado pela Lar Cooperativa, que encerrou 2025 com receita líquida superior a R$ 23,2 bilhões, registrando crescimento histórico impulsionado pela diversificação de negócios, eficiência produtiva e forte atuação nas cadeias de aves e suínos.

No campo produtivo, a suinocultura brasileira enfrenta um cenário desafiador, marcado por queda expressiva no preço do suíno vivo em janeiro, reflexo da demanda interna retraída e da redução no ritmo das exportações. Ao mesmo tempo, análises sobre a produtividade real da suinocultura apontam preocupação com margens apertadas e reacendem o debate sobre a carne suína geneticamente editada, tema que exige comunicação clara e alinhamento regulatório para evitar ruídos no mercado.

A avicultura também acompanha movimentos de atenção. Uma mudança no tratamento tributário em discussão pode elevar os custos de produção e pressionar os preços do frango ao consumidor, ampliando os desafios de competitividade do setor. Em paralelo, pesquisadores avançaram no desenvolvimento de uma vacina em spray contra a influenza aviária, iniciativa que fortalece o debate sobre prevenção e biosseguridade em um contexto global de maior risco sanitário.

No campo das políticas públicas, avicultura e suinocultura passaram a integrar as prioridades do financiamento do FCO Rural em Mato Grosso do Sul, ampliando o acesso ao crédito para investimentos em modernização, sanidade e expansão produtiva, especialmente em regiões estratégicas para o crescimento das cadeias de proteína animal.

Em meio a esse ambiente de transformações, o setor também reforça sua articulação institucional e de comunicação. A Gessulli Agrimídia ampliou sua presença estratégica no Show Rural 2026, fortalecendo o diálogo com produtores, cooperativas e empresas e destacando o papel da informação qualificada no desenvolvimento do agronegócio.

O conjunto dos acontecimentos revela um setor que avança em organização e inovação, mas que segue atento às pressões de custos, às oscilações de mercado e aos desafios regulatórios e sanitários que moldam o futuro da avicultura e da suinocultura no Brasil.

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