Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,43 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,75 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,29 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,97 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,90 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.570,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.465,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,91 / cx
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Reino Unido avança para liberar proteína animal processada em rações, mas decisão depende segundo a UE

O governo do Reino Unido sinaliza a liberação da proteína animal processada em rações, dependendo de um acordo com a UE

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Reino Unido avança para liberar proteína animal processada em rações, mas decisão depende segundo a UE

A reintrodução da proteína animal processada (PAP) nas rações de suínos e aves no Reino Unido recebeu sinal verde do Department for Environment, Food & Rural Affairs e do governo do País de Gales, mas a liberação efetiva só ocorrerá após a assinatura de um acordo sanitário e fitossanitário com a União Europeia. A medida foi bem recebida por entidades do setor agropecuário, embora acompanhada de frustração diante do novo atraso, especialmente porque o uso de PAP em dietas para não ruminantes já é permitido na UE desde 2021.

O PAP permanece proibido no Reino Unido há 38 anos, desde a crise da encefalopatia espongiforme bovina (BSE), quando se comprovou que a alimentação do gado com carne e farinha de ossos contaminadas contribuiu para a disseminação da doença. No entanto, novas avaliações científicas conduzidas pela Agência de Saúde Animal e Vegetal indicaram que o risco de infecção por encefalopatias espongiformes transmissíveis (EET) decorrente do relaxamento das regras é considerado muito baixo.

A proposta de permitir o uso de PAP suíno na alimentação de aves passou por consulta pública e gerou mais de 700 respostas. A maioria dos participantes se posicionou contra, principalmente membros do público em geral, citando preocupações com biossegurança, saúde pública, riscos sanitários e questões éticas. Por outro lado, os defensores da mudança destacaram evidências científicas sobre a segurança do produto, seu alto valor nutricional e os benefícios ambientais, como a redução da dependência de soja importada e o estímulo à economia circular.

Outro ponto levantado foi o impacto econômico. Atualmente, aves produzidas na UE com ração contendo PAP suíno podem ser importadas para o Reino Unido, o que cria uma assimetria competitiva. A liberação interna abriria espaço para que fábricas britânicas de processamento de subprodutos animais passassem a destinar material de categoria 3 — hoje majoritariamente exportado para o setor de alimentos pet — à produção de rações, aumentando a sustentabilidade e a eficiência da cadeia.

O debate também envolve a percepção dos consumidores e questões religiosas. Parte das contribuições à consulta alertou que animais alimentados com dietas parcialmente carnívoras podem não ser considerados halal ou kosher. O Defra informou que dialogou com organismos de certificação halal, que afirmaram ser possível rastrear a ração até sua origem e garantir conformidade com a Sharia. Já as autoridades de certificação kosher não responderam à consulta.

Representantes da indústria avaliam a decisão como tecnicamente correta, mas reforçam que a implementação precisa ser clara e ágil. Para o setor, o retorno do PAP só será viável se houver garantias de segurança, regulamentação rigorosa, aceitação ao longo da cadeia produtiva e condições econômicas que tornem a prática competitiva. Enquanto isso, o mercado aguarda a formalização do acordo sanitário com a União Europeia, etapa considerada decisiva para que a mudança saia do papel.

Referência: Poultry World

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