Entenda como a queda de preços no mercado suinícola afeta o consumo e as exportações necessárias para ajustes internos
Suinocultura registra queda de preços e depende das exportações para ajuste interno

A semana foi marcada por recuo nos preços do suíno vivo e dos principais cortes de carne suína no atacado, refletindo um ambiente de consumo fragilizado no mercado doméstico. De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, os frigoríficos mantêm postura cautelosa nas negociações do animal vivo, diante da dificuldade de reação da carne na ponta final da cadeia.
Segundo Maia, nem mesmo a entrada da massa salarial foi suficiente para gerar melhora consistente no consumo. Ele destaca que, no varejo, o movimento de queda de preços ocorreu apenas de forma pontual nas últimas semanas, afetando negativamente o ritmo de escoamento dos cortes. O cenário é agravado pelas temperaturas elevadas e pela competitividade da carne de frango, cujos preços também estão pressionados, reduzindo a atratividade da carne suína ao consumidor.
Preços no mercado interno seguem pressionados
Levantamento da Safras & Mercado mostra que a média do preço do quilo do suíno vivo no país caiu de R$ 6,73 para R$ 6,67 na semana. No atacado, o pernil apresentou média de R$ 11,96, enquanto a carcaça foi negociada a R$ 10,33. Em São Paulo, a arroba suína manteve-se em R$ 131,00.
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Nos principais estados produtores, os preços mostraram estabilidade ou leve retração. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 6,55 na integração e recuou para R$ 7,00 no interior. Em Santa Catarina, houve estabilidade na integração, em R$ 6,55, e queda no mercado independente, para R$ 6,80. No Paraná, o mercado livre caiu para R$ 6,85, enquanto a integração seguiu em R$ 6,60. Em Mato Grosso do Sul, os valores ficaram estáveis, e em Goiás houve leve recuo para R$ 6,60. Já em Mato Grosso, Rondonópolis registrou pequena alta, para R$ 6,70.
Exportações ganham papel central no equilíbrio do mercado
Diante da fraqueza do consumo interno, Allan Maia ressalta que o elevado fluxo de exportações é fundamental para o ajuste da oferta e a formação de preços no mercado doméstico. Em fevereiro, considerando cinco dias úteis, as exportações brasileiras de carne suína “in natura” somaram US$ 68,996 milhões, com média diária de US$ 13,799 milhões.
O volume exportado alcançou 27,965 mil toneladas, com média diária de 5,593 mil toneladas, e preço médio de US$ 2.467,2 por tonelada. Na comparação com fevereiro de 2025, houve avanço de 8,9% no valor médio diário e de 10,6% na quantidade média diária, apesar de queda de 1,6% no preço médio, reforçando o papel das vendas externas como principal sustentação do setor no curto prazo.
Referência: Safras & Mercados




















