A NOAA indica que a transição do La Niña para o El Niño será em 2026. Conheça as chances e o que isso pode significar
NOAA alerta para retorno do El Niño em 2026 após fim da La Niña

A National Oceanic and Atmospheric Administration confirmou que o fenômeno La Niña está em fase de encerramento e emitiu alerta para a formação de um novo episódio de El Niño no segundo semestre de 2026.
De acordo com o boletim mais recente, há 62% de probabilidade de o El Niño se estabelecer entre junho e agosto, com tendência de persistência até o final do ano. As chances aumentam progressivamente ao longo dos meses, alcançando 72% entre julho e setembro, 80% entre agosto e outubro e chegando a 83% no trimestre de outubro a dezembro.
Para o curto prazo, a agência projeta predominância de neutralidade climática, com 93% de probabilidade entre março e maio. Esse cenário começa a mudar entre maio e julho, quando a chance de neutralidade recua para 55%, indicando a transição para um novo ciclo climático.
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Diferenças entre El Niño e La Niña
Os fenômenos estão associados às variações de temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal dessas águas, com elevação de pelo menos 0,5 °C em relação à média histórica. Já a La Niña ocorre quando há resfriamento de magnitude semelhante.
Para que sejam oficialmente caracterizados, esses eventos precisam se manter por, no mínimo, cinco trimestres consecutivos.
Impactos no clima e reflexos no agro
As mudanças entre os dois fenômenos provocam efeitos distintos sobre o regime de chuvas e temperaturas no Brasil. Em períodos de La Niña, o Sul tende a registrar clima mais seco, enquanto as chuvas se concentram nas regiões Norte e Nordeste. Já no Centro-Oeste e Sudeste, as temperaturas costumam ser mais baixas.
Com a atuação do El Niño, o padrão se inverte: há maior risco de estiagens no Norte e Nordeste, enquanto o Sul pode enfrentar volumes elevados de chuva e eventos climáticos mais intensos.
A transição prevista para 2026 exige atenção do setor agropecuário, especialmente nas cadeias de grãos, proteína animal e aquicultura, que dependem diretamente das condições climáticas para produtividade, logística e custos de produção.
Referência: Valor Econômico



















