Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,78 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,57 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,70 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,15 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,71 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 172,34 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 169,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 189,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 193,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,03 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,48 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.315,01 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.174,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 189,93 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 163,28 / cx
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Mercado

Milho sobe 16% com avanço do etanol e pressiona avicultura no Nordeste

Disputa pelo grão no Matopiba encarece ração, reduz janela de compra e eleva custos da cadeia de frango e ovos em Pernambuco

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Milho sobe 16% com avanço do etanol e pressiona avicultura no Nordeste

O avanço da produção de etanol de milho no Brasil está redesenhando a dinâmica do mercado do cereal e pressionando diretamente a avicultura nordestina. Em Pernambuco, o impacto já é concreto: o preço do grão subiu cerca de 16% nos últimos dois anos, elevando os custos de produção de frangos e ovos.

Principal componente da ração animal, o milho passou de R$ 75 para aproximadamente R$ 87 por saca de 60 quilos, mantendo-se em patamar elevado ao longo de 2026. A valorização reflete a crescente disputa pelo insumo entre produtores de proteína animal e usinas de biocombustíveis, especialmente nas regiões do Matopiba — fronteira agrícola que concentra parte da expansão do setor.

Mais do que uma alta pontual, o setor aponta uma mudança estrutural no padrão de comercialização do grão, com impactos diretos na previsibilidade de custos.

“Hoje, a gente não tem mais aquele período de safra com milho mais barato. As usinas de etanol compram o milho antecipadamente, o que reduz a oferta disponível no mercado”, afirmou o presidente da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe).

Mercado mais competitivo e menos previsível

A antecipação das compras por parte das usinas tem reduzido a disponibilidade de milho no mercado spot, tradicionalmente aproveitado por produtores avícolas para recompor estoques a preços mais baixos. Com isso, o setor passa a operar em um ambiente mais competitivo e com menor margem de negociação.

Além disso, o milho brasileiro está cada vez mais conectado ao mercado internacional, com influência direta de referências como a Bolsa de Chicago. Esse movimento amplia a volatilidade e dificulta o planejamento, sobretudo em regiões deficitárias como o Nordeste.

O polo avícola de Pernambuco consome cerca de 3 milhões de toneladas de milho por ano e depende fortemente de outras regiões produtoras, o que agrava o impacto dos custos logísticos na formação do preço final.

Pressão sobre a cadeia e o consumidor

Com cerca de 2 mil granjas e 120 empresas, a avicultura pernambucana é responsável por aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. O aumento do custo da ração — principal componente da produção — tende a pressionar toda a cadeia e pode refletir nos preços ao consumidor.

Etanol de milho avança e muda o mercado

O crescimento do etanol de milho é um dos principais vetores dessa transformação. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), cerca de 22% da produção nacional do cereal já é destinada à fabricação de biocombustível, consolidando uma nova frente de demanda no país.

A entidade avalia que o cenário atual é resultado de uma combinação de fatores, que inclui não apenas o avanço do etanol, mas também o aumento dos custos de produção agrícola, como fertilizantes, sementes e diesel, além da maior integração do Brasil ao mercado global de commodities.

Alternativas e ajuste do setor

Diante desse novo contexto, produtores buscam alternativas para mitigar a dependência do milho. Entre elas, destaca-se o uso de subprodutos da indústria de etanol, como o DDGS (grãos secos de destilaria), na formulação de rações.

No cenário internacional, a perspectiva de redução da produção em grandes players, como os Estados Unidos, e os custos logísticos elevados indicam manutenção da pressão sobre os preços no curto prazo.

Por outro lado, o Brasil segue como protagonista global, com previsão de excedente de 46 milhões de toneladas na safra 2025/26, o que pode contribuir para maior equilíbrio no médio prazo.

Referência: Movimento Econômico

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  • Milho - Indicador
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