Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Grãos

Milho salta 4,40% em Chicago e amplia pressão sobre margem de aves e suínos 

Relatório mensal do USDA reajusta balanços globais no momento em que boi passa de R$ 350 a arroba e crédito rural do BNDES cresce 46% no semestre

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Milho salta 4,40% em Chicago e amplia pressão sobre margem de aves e suínos 

O contrato de milho na Bolsa de Chicago subiu 4,40% nesta quarta-feira (12) após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo a CNN Agro. O movimento amplia a pressão sobre o custo de ração no Brasil em um momento em que a proteína animal recompõe preços — a arroba do boi gordo busca patamares acima de R$ 350 no mercado físico, conforme apuração do Canal Rural.

O mesmo relatório do USDA elevou as projeções para a safra 2025/26 de milho e soja tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. A combinação costuma pesar sobre cotações internacionais, mas não impediu o repique altista em Chicago nesta quarta, diante do rearranjo dos balanços globais. Para o produtor brasileiro de aves e suínos, o efeito é assimétrico: uma oferta interna maior tende a reduzir o preço do grão no mercado local, mas a ancoragem externa das cotações mantém o piso das paridades regionais e limita o alívio de custo esperado no segundo semestre.

Do lado do crédito, o BNDES ampliou em 46% os desembolsos à agropecuária no primeiro semestre, para R$ 24,8 bilhões, segundo o Canal Rural. O Banco do Brasil, principal financiador do agro, reportou lucro ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre — alta de 3,3% — com recuperação em operações agrícolas após redução de calotes, informou a Folha Mercado. Os números sugerem alívio na margem financeira do sistema bancário, mas convivem com deterioração no elo produtor: os pedidos de recuperação judicial no agronegócio somaram 474 no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9% frente ao mesmo período de 2025, segundo o Serasa Experian, também via Folha. O contraste sinaliza que a expansão de crédito não interrompeu, por ora, o ciclo de estresse financeiro nas fazendas mais alavancadas.

Da Redação

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