Saiba como a influenza aviária avança na Ásia e quais são os impactos na produção de frango e a sanidade do setor
Influenza aviária avança na Ásia e impacta produção de frango e sanidade do setor

Influenza Aviária Altamente Patogênica voltou a avançar no Nepal, com a confirmação de surtos em 23 granjas avícolas na última semana. As autoridades sanitárias determinaram o abate de mais de 113 mil aves como medida emergencial para conter a disseminação do vírus.
Após um intervalo de oito meses sem registros, a doença reapareceu no início de março e já atinge quatro distritos, com maior concentração em Sunsari, seguido por Morang, Jhapa e Chitwan. A maioria dos focos está localizada na província de Koshi, próxima à fronteira com a Índia, o que aumenta a preocupação com a disseminação regional.
Além do abate sanitário, as autoridades adotaram medidas como destruição de ovos, ração e materiais potencialmente contaminados, além de estabelecer indenizações de até 75% das perdas aos produtores afetados.
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Falhas de biosseguridade e aves silvestres agravam disseminação
De acordo com o serviço veterinário local, a provável origem dos surtos está associada ao contato com aves silvestres. A proximidade das granjas com áreas de migração e a deficiência em protocolos de biosseguridade contribuíram para o avanço da doença.
Outro fator de risco identificado é a movimentação descontrolada de pessoas, veículos e insumos, o que favorece a disseminação do vírus entre propriedades. No total, mais de 142 mil aves já foram afetadas direta ou indiretamente pelo surto, conforme dados da Organização Mundial de Saúde Animal.
Coreia do Sul e Filipinas também enfrentam pressão sanitária
O avanço da influenza aviária não se restringe ao Nepal. Na Coreia do Sul, foram confirmados recentemente 21 novos surtos em granjas comerciais, envolvendo mais de 2,5 milhões de aves entre fevereiro e março. Desde setembro de 2025, o país já soma mais de seis milhões de aves afetadas em 56 unidades produtivas.
Além do sorotipo H5N1, também foram registrados casos do vírus H5N9, com impacto superior a um milhão de aves desde dezembro. Já nas Filipinas, os surtos seguem ativos, porém com leve redução no número de granjas afetadas, concentradas na ilha de Luzon.
Casos isolados e vigilância reforçada em outros países asiáticos
Outros países da região mantêm monitoramento ativo. Em Israel, novas detecções ocorreram em aves silvestres, enquanto no Camboja foram registrados casos tanto em aves domésticas quanto em humanos.
A vigilância sanitária também identificou infecções humanas por diferentes cepas na China e em Taiwan, incluindo o primeiro registro local do vírus H7N7. Apesar disso, as autoridades indicam que o risco de transmissão sustentada para humanos permanece baixo.
Cenário reforça importância da biosseguridade na avicultura global
O avanço da influenza aviária em diferentes países asiáticos evidencia a necessidade de reforço contínuo das medidas de biosseguridade, monitoramento epidemiológico e controle de movimentação na cadeia produtiva.
Para a avicultura global, especialmente em países exportadores, o controle eficiente da doença é fundamental para evitar impactos na produção de frango, na oferta de proteína e no acesso aos mercados internacionais.
Referência: WATTAgnet





















