Alta dos combustíveis, reajustes no frete e aumento da demanda impulsionam cotações, aponta Cepea
Preço do frango resfriado sobe 6,6% em abril na Grande São Paulo e ganha competitividade frente à carne bovina

Os preços do frango resfriado registram alta expressiva na primeira quinzena de abril de 2026 na Grande São Paulo, consolidando um cenário de movimentos distintos entre as principais proteínas consumidas no Brasil. De acordo com o Cepea, enquanto a carne bovina também apresenta valorização, a carcaça suína acumula forte queda no período.
Nesse contexto, o frango resfriado atinge seu maior nível de competitividade frente à carne bovina dos últimos quatro anos. Em contrapartida, na comparação com a proteína suinícola, o produto avícola enfrenta seu pior momento desde 2022, evidenciando a diferença de comportamento entre os mercados concorrentes.
Dados do Cepea mostram que, na primeira quinzena de abril, o preço médio do frango resfriado negociado na Grande São Paulo avançou 6,6% em relação a março, alcançando R$ 7,18 por quilo. O movimento de alta reflete uma combinação de fatores logísticos e de demanda.
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Entre os principais vetores, pesquisadores destacam o impacto dos reajustes nos custos de frete. O cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, elevou as cotações dos combustíveis em diversas regiões do País, pressionando os custos de transporte e, consequentemente, os preços finais da proteína.
Além disso, o aquecimento da demanda também contribuiu para a valorização do frango. O período de pagamento de salários tende a estimular o consumo, favorecendo proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, que tradicionalmente apresenta maior competitividade no varejo.
Apesar da alta recente, o setor segue atento às oscilações entre as proteínas concorrentes. A forte queda nos preços da carne suína pode influenciar o comportamento do consumidor nas próximas semanas, enquanto a carne bovina permanece em patamar elevado.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do acompanhamento constante dos custos logísticos e do comportamento da demanda interna, fatores decisivos para a formação de preços no mercado de proteínas.





















