Dados mostram avanço de cortes frescos e maior demanda por carne moída, enquanto produtos processados recuam no Reino Unido
Carne suína primária cresce no varejo britânico apesar da queda no consumo total

O consumo total de carne suína no varejo do Reino Unido registrou queda, mas o segmento de carne suína primária apresentou desempenho positivo, segundo dados mais recentes da Worldpanel, compilados pela Numerator UK e analisados pela Agriculture and Horticulture Development Board (AHDB), em português Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura.
Nas 12 semanas até 17 de maio, o volume total de compras de carne suína caiu 3,4%, somando 7.339 toneladas em relação ao ano anterior. O gasto recuou 3,1%, enquanto os preços médios tiveram alta de 0,3%.
Dentro desse cenário de retração geral, a carne suína primária se destacou com crescimento de 6,8% no volume de compras e alta de 5,5% nos gastos. O avanço foi impulsionado principalmente pela carne moída, que registrou aumento de 30,1% no volume, refletindo a substituição da carne bovina por opções mais baratas de suíno.
Leia também no Agrimídia:
- •Cuiabá sedia simpósio para discutir custos, inovação e sanidade na suinocultura
- •Professor da UPF conquista reconhecimento internacional no maior congresso mundial de suinocultura
- •Processamento de soja no Brasil deve crescer em 2026 impulsionado pela demanda interna
- •Coreia do Sul autoriza exportação de vacina contra Peste Suína Africana
Os cortes para assar também tiveram desempenho positivo, com alta de 16,5% no volume, apoiados pelo aumento no número de consumidores e no volume por visita aos supermercados. Entre os cortes, o pernil assado cresceu 30,9% e o ombro 11,7%, enquanto o lombo recuou 18,3%. As costeletas caíram 14,8%, e a carne suína em cubos avançou 31,1%.
Em contrapartida, a carne suína processada teve queda de 5,9% no volume, contribuindo para o resultado negativo da categoria geral. O bacon recuou 5,7%, as linguiças caíram 5,9% e as carnes cozidas fatiadas tiveram queda de 9,1%. Segundo a AHDB, esse movimento pode estar relacionado a preocupações dos consumidores com alimentos ultraprocessados.
Já os produtos de maior valor agregado registraram alta de 4,7% no volume, com destaque para itens sous vide, que cresceram 13,2%, e produtos prontos para cozinhar, com avanço de 9,1%. As marinadas, porém, tiveram queda de 7,6%.
Fonte: AHDB/Worldpanel/Numerator UK/Pig World, com edição Agrimídia























