Embarques somam 2,93 milhões de toneladas e faturamento chega a US$ 5,7 bilhões de janeiro a junho
Exportação de frango do Brasil bate recorde histórico no 1º semestre

As exportações brasileiras de carne de frango (somando produtos in natura e processados) fecharam o primeiro semestre com marcas históricas. De acordo com dados consolidados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país embarcou 482,8 mil toneladas apenas em junho, volume 40,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
O desempenho logístico foi acompanhado por uma forte valorização financeira. A receita cambial de junho atingiu US$ 985,5 milhões — um avanço expressivo de 54,7% frente ao faturamento do mesmo período de referência anterior.
O melhor primeiro semestre da história da avicultura
O forte ritmo dos embarques em junho consolidou o melhor balanço semestral já registrado pelo setor de proteína animal no Brasil.
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Indicadores Acumulados (Janeiro a Junho):
Volume total: 2,936 milhões de toneladas (alta de 12,9%);
Receita acumulada: US$ 5,700 bilhões (crescimento de 17%).
A forte variação percentual nos relatórios mensais também decorre de uma base comparativa deprimida em relação ao ano passado, período em que o mercado enfrentou barreiras comerciais temporárias por conta de um caso isolado e já superado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em ave comercial.
Principais destinos e estados líderes
A China manteve a liderança isolada entre os compradores em junho, importando 50,1 mil toneladas da proteína brasileira. Na sequência, aparecem o Japão (46,6 mil toneladas), Emirados Árabes Unidos (46,2 mil toneladas), Arábia Saudita (33,1 mil toneladas) e União Europeia (28 mil toneladas).
No mapa da produção nacional, o Paraná segue na liderança absoluta das exportações, registrando o envio de 199,3 mil toneladas em junho (+48,2%). Santa Catarina ocupou a segunda posição com 103,3 mil toneladas (+35,2%), seguida pelo Rio Grande do Sul, com 56,7 mil toneladas (+40,1%).
Logística e tensões globais superadas
Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, a capacidade de o Brasil romper recordes mesmo diante de um cenário geopolítico complexo no Oriente Médio atesta a resiliência sanitária do setor:
“Os resultados foram conquistados em um ambiente marcado pelas tensões geopolíticas e pelos desafios logísticos nas rotas marítimas do Estreito de Ormuz. Mesmo assim, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China. Os números reforçam a nossa competitividade e consolidam bases sólidas para mais um ano histórico”, destaca Santin.
Fonte: ABPA, com edição Agrimídia























