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Governo responsabiliza setor privado por veto da União Europeia à carne brasileira

Ministério da Agricultura afirma que exportadores dependem de sistemas próprios de controle para cumprir exigências sanitárias do bloco

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Governo responsabiliza setor privado por veto da União Europeia à carne brasileira

O governo federal atribuiu ao setor privado parte da responsabilidade pelo veto da União Europeia (UE) às importações de carnes e produtos de origem animal do Brasil. O posicionamento oficial consta em um documento técnico enviado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à Câmara dos Deputados, em resposta a um requerimento de informações do parlamento.

O relatório detalha as justificativas e as providências adotadas pelo Executivo para tentar adequar o país às rígidas normas do bloco europeu. Segundo o Ministério, a resolução do impasse não depende exclusivamente de auditorias oficiais do Estado, mas sim da modernização dos protocolos das próprias indústrias e frigoríficos.

“As providências necessárias para viabilizar a exportação dependem, em grande medida, do desenvolvimento e da implementação, pelo setor produtivo, de sistemas de controle privados capazes de garantir a segregação da produção em conformidade com os requisitos da União Europeia”, apontou um trecho do documento ministerial.

O motivo do embargo europeu

A crise comercial estourou no início de junho, quando a Comissão Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a fornecer proteínas animais para os 27 países-membros do bloco econômico.

A principal divergência técnica gira em torno do uso de medicamentos antimicrobianos (antibióticos) na criação do rebanho brasileiro. A União Europeia proíbe terminantemente substâncias utilizadas pelo setor produtivo nacional, alegando riscos de indução à resistência bacteriana em seres humanos por meio do consumo da carne.

Prazo fatal e articulação política

O Palácio do Planalto e os ministérios da área econômica correm contra o tempo, pois o embargo definitivo está programado para entrar em vigor no dia 3 de setembro.

O governo brasileiro atua em duas frentes distintas: enquanto cobra investimentos e garantias de segregação de lotes por parte das agroindústrias exportadoras, o Itamaraty e a alta cúpula do governo tentam abrir canais de diálogo político direto em Bruxelas para tentar flexibilizar as regras ou estender o prazo de transição, evitando um prejuízo bilionário para a balança comercial do agronegócio nacional.

Fonte: Metropoles

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