Cepa H5N1 expande presença na Europa e atinge novas regiões como a Oceania, aumentando o alerta sobre a contaminação em mamíferos e na fauna selvagem
Influenza Aviária
Influenza aviária se espalha globalmente e infecta de aves de granja a ursos polares
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A gripe aviária, que há anos pressiona a indústria avícola europeia com o abate de milhões de aves, vem expandindo de forma acelerada sua área de circulação geográfica e a variedade de hospedeiros. A cepa dominante do vírus, a H5N1, provou ser capaz de infectar diversas espécies de mamíferos, incluindo bovinos, focas, morsas e ursos polares.
Linha do Tempo e Disseminação Global da Cepa H5N1
| Período | Marco de Disseminação | Regiões e Espécies Atingidas |
| 1996 | Primeira detecção do vírus H5N1 | Gansos criados em fazendas na China |
| 2021 | Disseminação transatlântica | América do Norte e América do Sul |
| 2023 | Primeiro registro em urso polar | Alasca (Estados Unidos) |
| Maio de 2026 | Mortes confirmadas no Ártico | Urso polar e morsa no arquipélago de Svalbard (Noruega) |
| Julho/Agosto de 2026 | Chegada do vírus à Oceania | Aves marinhas, com risco para focas e leões-marinhos (Austrália e Nova Zelândia) |
O papel das aves migratórias na expansão do vírus
Identificada originalmente em 1996 na China, a capacidade da cepa H5N1 de infectar aves selvagens foi o principal vetor de sua expansão global. O patógeno espalhou-se pela Europa e África antes de cruzar o Oceano Atlântico em 2021.
“As aves selvagens podem migrar centenas ou até milhares de quilômetros durante o período de infecção pelo vírus. Há patos que se reproduzem na Sibéria e viajam até a Europa Ocidental em um único voo”, diz Thijs Kuiken, especialista em gripe aviária da Universidade Erasmus de Roterdã.
Avanço sobre novas regiões e contaminação de mamíferos
A doença alcançou recentemente territórios anteriormente isolados do vírus, como Austrália e Nova Zelândia. A mortalidade em massa de aves marinhas no litoral australiano acendeu o alerta para a ameaça à fauna nativa da Oceania, especialmente para populações vulneráveis de focas e leões-marinhos.
Paralelamente, o contágio entre mamíferos tem se tornado mais frequente:
- Fauna Ártica: A confirmação de mortes de ursos polares e morsas na Noruega e no Alasca evidencia a ampliação da gama de hospedeiros do patógeno.
- Pecuária: Registros de infecção em gado leiteiro e outros animais de produção reforçam a necessidade de monitoramento contínuo sobre a adaptação do vírus a novos mamíferos.
Riscos à saúde humana e segurança dos alimentos
Apesar da circulação do vírus entre animais selvagens e de produção, a transmissão do H5N1 para seres humanos permanece rara. Casos pontuais ocorrem prioritariamente por meio de contato direto e prolongado com animais infectados ou superfícies contaminadas.
Autoridades sanitárias reforçam que a doença não é transmitida pelo consumo de alimentos: produtos avícolas, como ovos e carne de frango, permanecem seguros para a população quando devidamente cozidos.
Fonte: DBO
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