Restrições quanto ao uso de antimicrobianos na cadeia de proteína animal podem fechar as portas do mercado europeu para a indústria brasileira. O cenário preocupa integrantes da avicultura nacional, inclusive pela influência sobre outros importadores
Na AI: Visto suspenso para a União Europeia

No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 189,6 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia (UE), o que representa um salto de 51,3% sobre o volume registrado no mesmo período do ano passado. Os dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram ainda que o bloco europeu é o quinto principal destino da carne de frango brasileira, respondendo por 7% das exportações totais do país. Essa comercialização está em risco, pois a partir de 3 de setembro o Brasil pode ficar fora da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para o bloco europeu.
A base dessa exclusão, anunciada em 12 de maio, é o Regulamento (UE) 2023/905, que proíbe a importação de animais vivos e produtos de origem animal (carnes de aves, bovina e suína, além de pescados, leite, mel, ovos e derivados) vindos de sistemas produtivos que utilizem determinados antimicrobianos, em especial os associados à promoção de crescimento ou que sejam de uso exclusivo para tratamento humano. A regra não é exatamente uma novidade, pois tal veto resulta de uma evolução de restrições sanitárias que começaram em 1º de janeiro de 2006, com a proibição total do uso de antibióticos como promotores de crescimento na alimentação animal.
Leia a matéria completa na edição 1345 da revista Avicultura Industrial:
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