Com as novas barreiras da União Europeia, avicultura brasileira enfrenta forte avanço da China na exportação, enquanto setor bovino mantém liderança isolada
Exportação
Barreiras da UE: por que o frango exige mais atenção do Brasil que o boi
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A entrada em vigor das novas barreiras da União Europeia à proteína animal brasileira impõe desafios distintos para a pecuária nacional. O mercado de carne bovina apresenta conjuntura favorável ao Brasil devido ao encolhimento de rebanhos concorrentes, mas o setor de frango enfrenta um cenário de concorrência acirrada com a ascensão da China como grande exportadora global.
Comparativo das Cadeias de Proteína no Mercado Internacional (Projeções USDA 2026)
| Cadeia / Indicador | Produção Global / Brasil | Volume Exportado / Fatia Global | Dinâmica do Mercado Concorrente |
| Carne Bovina | 62 mi t global (Brasil: 12,4 mi t | EUA: 11,7 mi t) | 4,3 mi t pelo Brasil (31% do mercado global) | Rebanho dos EUA em queda; UE dependente por custos elevados; avanço pontual da Argentina. |
| Carne de Frango | 17,3 mi t na China (2º maior produtor mundial) | China exporta 1,4 mi t(3º lugar global) | China passa de importadora a exportadora com subsídios; desbanca Tailândia e avança na UE. |
| Carne Suína(Contexto) | 59,5 mi t de oferta interna na China | Importação chinesa recua para 1 mi t | Recuperação pós-peste suína força o Brasil a buscar novos destinos comerciais. |
Destaques Estratégicos e Desafios de Mercado
- Resiliência da carne bovina: O Brasil expandiu sua fatia nas exportações mundiais de carne bovina de 24% em 2022 para 31% em 2026. A baixa oferta nos EUA e os altos custos produtivos na Europa garantem espaço ao produto brasileiro, mesmo com o aproveitamento temporário de cotas europeias pela Argentina.
- Escalada da avicultura chinesa: Impulsionada por subsídios governamentais e baixo consumo interno (11 kg/habitante/ano, contra 47 kg no Brasil e 55 kg nos EUA), a China saltou de 388 mil toneladas exportadas de frango em 2020 para 1,4 milhão em 2026.
- Avanço chinês na União Europeia: A participação da carne de frango chinesa nas exportações para o bloco europeu dobrou, subindo de 5% em 2020 para 10% atualmente, ocupando o mercado no momento em que a UE impõe restrições às granjas brasileiras.
- Alerta vindo do setor suíno: A rápida recuperação da suinocultura chinesa — que saltou de 36 milhões de toneladas em 2020 para 59,5 milhões em 2026 — ilustra o risco da sobreoferta de frango no país asiático, que passa a inundar os mercados da Ásia, África, Rússia e Oriente Médio.
Embora o Brasil preserve sua liderança estrutural na carne bovina por falta de concorrentes diretos com escala, a avicultura de corte precisa se reestruturar rapidamente para enfrentar a expansão chinesa, que combina altos subsídios e preços competitivos nos mesmos destinos afetados pelo protecionismo europeu.
Fonte: Da Redação, com informações da Folha de SP























