Bloqueio abrange carne bovina, suína, frango, ovos, mel e pescados; bloco realiza auditoria nas cadeias de frango do país ainda esta semana
União Europeia suspende nesta quinta-feira importações de carnes, ovos e mel do Brasil

Começou nesta quinta-feira, 3 de setembro, o embargo da União Europeia a produtos de origem animal do Brasil. Carne bovina, carne suína, carne de frango, ovos, mel e pescados ficam impedidos de entrar nas 27 nações do bloco, conforme confirmaram G1 Agro, Folha Mercado e Canal Rural. A decisão decorre da exclusão do Brasil da lista de países considerados em conformidade com as regras europeias de uso de antimicrobianos.
O bloqueio atinge um mercado de baixo volume, mas de alto valor agregado. Segundo o G1 Agro, a UE compra pouca carne do Brasil em termos físicos, porém paga preços premium e funciona como vitrine sanitária — o que explica a preocupação do setor mais pelo efeito reputacional do que pelo impacto imediato nas receitas. A medida pode ser revertida conforme as negociações avancem, e a UE realiza nesta semana auditoria presencial nas cadeias produtivas de frango no país, etapa que pode redefinir o status brasileiro.
A reação institucional foi imediata. A CNA pediu ao governo brasileiro a avaliação de mecanismos comerciais em resposta ao bloqueio, segundo a CNN Agro, o que pode pressionar as negociações sanitárias e tarifárias do setor de proteína animal. Entidades dos setores de carne, frango e mel também articulam frentes para tentar reverter a decisão, informou o Canal Rural.
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Sobre o impacto doméstico, analista do Safras & Mercado avalia ser pouquíssimo provável que o veto derrube o preço da carne no varejo brasileiro, dado o baixo volume destinado à UE, segundo o G1 Agro. A leitura dimensiona o embargo como problema comercial e reputacional, não de oferta interna.
Da Redação























