Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Exportação

Suspensão da UE a carnes, ovos, mel e pescado brasileiros entra em vigor

Bloqueio em vigor desde 3 de setembro coloca em risco US$ 392 milhões em exportações do Paraná e força reação coordenada de governo e entidades

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Suspensão da UE a carnes, ovos, mel e pescado brasileiros entra em vigor

Entrou em vigor nesta quinta-feira, 3 de setembro, a suspensão da União Europeia às importações de carne, frango, ovos, mel e peixe do Brasil. A medida atinge diretamente as cadeias de aves, suínos e aquicultura, que passaram as últimas semanas tentando reverter a restrição diante da relevância do mercado europeu para a proteína animal brasileira. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou posição oficial sobre o tema, confirmando que a carne de frango — principal produto de proteína animal exportado pelo Brasil ao bloco — é o item mais exposto.

O impacto regional já está dimensionado. Segundo levantamento citado pela CNN Brasil, o embargo ameaça US$ 392 milhões em exportações de carnes do Paraná, maior estado produtor de aves e suínos do país. A cifra dá escala ao problema: não se trata de barreira marginal, mas de bloqueio com efeito direto sobre plantas industriais, integrações e municípios dependentes da agroindústria avícola e suinícola.

A antecipação dos importadores europeus amorteceu o choque inicial. A ASGAV informou que as compras europeias de frango brasileiro subiram 77% antes da entrada em vigor da restrição, movimento confirmado pela ABPA, segundo o Canal Rural. A corrida por embarques reduziu o risco imediato de excesso de oferta no mercado interno, mas não elimina o problema estrutural: a partir de agora, o fluxo regular para o bloco está interrompido, e o excedente tende a pressionar preços domésticos se não houver realocação.

As reações institucionais vieram em sequência. A CNA alertou para os prejuízos ao setor e cobrou providências do governo federal para reverter a medida. A ABPA, por sua vez, advertiu que a ausência do frango brasileiro pode pressionar os preços da proteína na própria Europa — argumento que a entidade deve usar na negociação com Bruxelas. Análise publicada pela Folha de S.Paulo reforça o ponto: entre as carnes atingidas, é o frango, e não o boi, que concentra a maior vulnerabilidade comercial brasileira.

Da Redação

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