Recuo mensal concentrado na bovinocultura contrasta com o crescimento acumulado do conjunto das proteínas animais brasileiras
Queda da carne bovina reduz embarques de agosto, mas carnes avançam no ano

As exportações brasileiras de carne bovina somaram 225 mil toneladas em agosto, queda de 23% em relação ao mesmo mês de 2025, informou a Folha na segunda-feira, 7 de setembro. O resultado reduz o volume mensal de comércio da proteína, mas não autoriza concluir que todas as exportações brasileiras de carnes recuaram ou que houve efeito determinado sobre preços pagos ao produtor.
A comparação com junho, quando os embarques bovinos atingiram 317 mil toneladas, mostra retração de 29%, segundo a mesma reportagem. O movimento ocorreu em paralelo à redução das vendas para a China, que passaram de 158 mil toneladas em junho para 16,1 mil toneladas em agosto. Os dados evidenciam a relevância daquele destino na composição dos embarques, embora o material disponível não detalhe receitas mensais, preços médios, redistribuição para outros mercados ou razões comerciais para a diferença.
O quadro acumulado é distinto. De janeiro a agosto, as três categorias de carnes consideradas em conjunto exportaram 7 milhões de toneladas, aumento de 11% ante igual período de 2025. A receita chegou a US$ 23 bilhões, alta de 20%. A diferença entre a queda mensal da carne bovina e o avanço anual do conjunto das proteínas exige separar produto, período e base de comparação ao avaliar o impacto sobre o comércio exterior.
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Em outra frente com possível repercussão sobre custos futuros, a CNA informou, em 4 de setembro, que uma proposta de revisão da Resolução Conama 413/2009 considera produção e sistema de cultivo para tornar proporcional o licenciamento da aquicultura. O texto é preliminar e a norma final ainda não foi oficialmente publicada. Assim, eventuais efeitos sobre exigências, prazos ou despesas permanecem condicionados à redação definitiva.
Na indústria de saúde animal, a Boehringer registrou crescimento superior a 30% nas vendas de produtos para avicultura no segundo trimestre de 2026, principalmente vacinas vivas, e avanço aproximado de 9% no segmento de suínos, conforme reportagem da CNN Brasil Agro baseada em informações de executivo da empresa. Os percentuais refletem o desempenho comercial da companhia, não a produção nacional de carnes, a rentabilidade das granjas ou o mercado total de vacinas. Também não há relação causal demonstrada com o recuo das exportações bovinas.
Da Redação























