Em entrevista à Suinocultura Industrial, o pesquisador Elsio Figueiredo, da Embrapa Suínos e Aves, aponta o potencial do Piau, do Moura e do Nilo-Canastra para produtos de maior valor agregado
Na SI: Raças nacionais de suínos podem gerar renda e segurança alimentar, mas esbarram no abate inspecionado

“Os suínos das raças nacionais continuam a representar importante fonte de renda e segurança alimentar no meio rural e nas periferias das cidades.” A avaliação é de Elsio Antonio Pereira de Figueiredo, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, em entrevista publicada na edição 331 da revista Suinocultura Industrial.
Segundo o pesquisador, essas raças podem contribuir em todas as regiões do país, do Norte ao Sul, sobretudo em sistemas de pequena escala e menos tecnificados. Além da carne, elas têm potencial para banha, torresmo, linguiças e outros produtos tradicionais. Para aumentar a rentabilidade, a propriedade pode produzir parte da alimentação dos animais.
Charcutaria e turismo
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Piau, Moura e Nilo-Canastra podem dar origem a produtos diferenciados, como defumados, salames, copas e presuntos. Para Figueiredo, festas tradicionais e o turismo gastronômico podem estimular o consumo, e o resgate dessas raças também abre espaço para produtos ligados às tradições europeias.
Gargalo no abate
O principal entrave para levar esses produtos ao mercado formal, segundo o pesquisador, é o abate inspecionado em pequena escala. As normas federais não trazem critérios objetivos para pequenos abatedouros, o que gera dúvidas em estados e municípios. Além disso, muitas prefeituras têm dificuldade para manter abatedouros em funcionamento.
Figueiredo afirma que as políticas públicas necessárias já existem, mas precisam sair do papel nos municípios. Ele defende a articulação entre prefeituras, associações, sindicatos, cooperativas e instituições como o Sebrae para criar arranjos de desenvolvimento local. A organização dos produtores, a assistência técnica e a venda de produtos de charcutaria podem, segundo ele, transformar a criação de raças nacionais em uma atividade rentável e fortalecer a economia local.
Leia a entrevista completa na edição 331 da revista Suinocultura Industrial.
























