Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,60 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 152,45 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,60 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,50 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,47 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,68 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 140,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 153,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 155,57 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 143,13 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,06 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,08 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,21 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.476,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 138,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,69 / cx
Estudo

Intestino do peixe-boi revela milhares de micróbios e enzimas inéditos com potencial para bioenergia e agricultura

Estudo do CNPEM, capa da Nature Microbiology, catalogou mais de 6 mil genomas microbianos, mais da metade de espécies desconhecidas pela ciência

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Intestino do peixe-boi revela milhares de micróbios e enzimas inéditos com potencial para bioenergia e agricultura

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) descreveram no intestino do peixe-boi um dos mais ricos reservatórios de biodiversidade microbiana já encontrados em mamíferos aquáticos. O estudo, publicado na revista Nature Microbiology e escolhido como capa da edição, identificou milhares de microrganismos e enzimas com potencial para aplicações em biocombustíveis, bioinsumos agrícolas, ingredientes funcionais e saúde humana e animal.

A equipe analisou o microbioma intestinal de 47 peixes-boi amazônicos e marinhos e montou um catálogo com mais de 6 mil genomas bacterianos. Mais da metade pertence a espécies ainda não descritas. Os pesquisadores também reconstruíram os vírus associados a essas comunidades, e cerca de 80% eram desconhecidos.

“Ao compreender como esses microrganismos processam fibras vegetais de forma extremamente eficiente, abrimos caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis baseadas em soluções que a própria natureza desenvolveu ao longo de milhões de anos de evolução”, afirmam Gabriela Persinoti e Mario Murakami, coordenadores da pesquisa, que teve apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Especialistas em fibras

Os peixes-boi se alimentam quase só de plantas aquáticas ricas em fibras e dependem de uma comunidade de microrganismos que trabalha em conjunto para quebrar celulose, hemicelulose e outros componentes resistentes das plantas. O estudo mostrou que esse microbioma também consegue metabolizar compostos derivados da lignina, um dos principais obstáculos para o aproveitamento industrial da biomassa vegetal. A descoberta pode ajudar a tornar mais eficientes as biorrefinarias e a produção de combustíveis renováveis, incluindo o combustível sustentável de aviação.

Enzima inédita

Entre os destaques está a epilactase, uma atividade enzimática nunca antes descrita na natureza, que permite a alguns microrganismos usar a epilactose, um açúcar inacessível para a maioria das bactérias. Os pesquisadores agora pretendem caracterizar as enzimas identificadas e avaliar seu uso em energia renovável, agricultura sustentável, saúde humana e animal e novos bioprodutos.

Fonte: CNPEM

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