Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 66,47 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,21 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,70 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,77 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 138,39 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 140,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 154,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 155,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 129,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,27 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,21 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,23 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.566,88 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.484,33 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 158,58 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 133,76 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 135,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 148,68 / cx
Economia

Ministros do G20 alertam para riscos de tensões comerciais

Comunicado final do encontro pede mais diálogo e ações entre os países

Ministros do G20 alertam para riscos de tensões comerciais

Os ministros da Fazenda e os presidentes do Banco Central do G20 (que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia) manifestaram hoje (22) a preocupação com o aumento dos “riscos de curto e médio prazo” ao crescimento da economia global – entre eles, as “crescentes vulnerabilidades financeiras e o aumento das tensões comerciais e geopolíticas”.

Em documento divulgado após dois dias de reuniões na capital argentina, Buenos Aires, os governos reconhecem a “necessidade de intensificar o dialogo e as ações” para fortalecer a confiança, em meio a uma guerra de tarifas entre as grandes potências.

O documento alerta que, apesar de as economias emergentes estarem “mais bem adaptadas” para enfrentarem um contexto internacional mais adverso, “ainda enfrentam desafios como a volatilidade dos mercados e a reversão dos fluxos de capital”. A Argentina, pais que exerce a presidência do G20 este ano e que sediou o encontro, teve que recorrer a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) pela primeira vez em 13 anos, para fazer frente a uma crise cambial que levou à disparada do dólar e ao aumento da inflação.

O ministro da Fazenda brasileiro, Eduardo Guardia, disse que a “situação externa” brasileira é robusta, mas disse que quase todas as economias emergentes, inclusive o Brasil, sofreram a desvalorização de suas moedas. Diante da impossibilidade de intervir numa guerra comercial entre potências como Estados Unidos, China e União Europeia, a saída para o Brasil, segundo Guardia, é avançar nas reformas fiscais que permitam ao país fazer frente a um cenário possivelmente mais adverso.

Guerra comercial

Esse foi o terceiro encontro dos responsáveis pelas áreas econômica e financeira do G20, durante a presidência argentina do grupo, que termina no fim do ano. Mas foi a primeira reunião desde que os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas às importações da China e de outros países. O governo norte-americano aplicou uma taxa de 25% a produtos chineses no valor de US$ 34 bilhões. A China retaliou em igual medida, e os EUA prometeram taxar em 10% uma lista adicional de mercadorias chinesas no total de US$ 200 bilhões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comprou uma briga com aliados da União Europeia (UE) ao aplicar tarifas de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio. Os europeus retrucaram, com tarifas as exportações norte-americanas de motocicletas Harley-Davidson e de uísque. Os Estados Unidos agora ameaçam cobrar um imposto de 25% sobre a importação de automóveis, que prejudicaria o Japão, além da UE.

No comunicado, os países reafirmaram o compromisso de não promoverem politicas cambiais (desvalorizar as próprias moedas) com o propósito de tornar suas exportações mais competitivas. Essa tem sido uma das queixas dos Estados Unidos em relação à desvalorização do yuan chinês.

O documento, aprovado por consenso, não faz referência de forma direta à guerra comercial. Apesar de insistir na necessidade de dialogo para reestabelecer a confiança nas regras do comércio e das finanças internacionais, não houve um encontro bilateral entre as autoridades norte-americanas e chinesas.

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