No ano, o resultado acumulado segue positivo em 6,78%, com total de R$ 18,471 bilhões, diz ABPA
Exportações de carne de frango crescem 5,7%, mas receita em reais tem queda 9,1%

Após a retração registrada em agosto, as exportações brasileiras de carne de frango voltaram a apresentar resultados positivos em setembro. Conforme levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações do setor (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiram 387,5 mil toneladas no nono mês do ano, superando em 5,7% o total registrado no mesmo período do ano passado. No levantamento da receita em reais o cenário foi inverso. Em setembro, houve retração de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo R$ 2,094 bilhões. No ano, o resultado acumulado segue positivo em 6,78%, com total de R$ 18,471 bilhões.
Com este volume, os embarques totais do segmento acumulados ao longo do ano (janeiro-setembro) atingiram 3,379 milhões de toneladas, desempenho 6% superior ao alcançado nos nove primeiros meses de 2015.
“Neste ritmo, projetamos que as exportações de carne de frango devam atingir o patamar de 4,5 milhões de toneladas”, avalia Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA.
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de frango batem recorde de 493 mil toneladas e setor monitora conflito no Oriente Médio
- •Exportações de ovos atingem maior volume para fevereiro desde 2013
- •Rio Grande do Sul intensifica ações contra influenza aviária
- •Produção de frango em Angola avança em 2026, mas país segue dependente de importações
Pela primeira vez no ano, o percentual de crescimento da receita cambial mensal superou as elevações em volumes. Conforme os dados da ABPA, em setembro foram obtidos US$ 643,3 milhões, número 9,1% superior ao registrado em 2015. No acumulado de 2016, entretanto, o desempenho segue 3,64% inferior ao alcançado no mesmo período do ano passado, totalizando US$ 5,241 bilhões.
“Os preços seguem em leve recuperação neste ano, em parte, como consequência das elevações nos custos de produção, que ainda perduram como fator de perda de competitividade para quem exporta. O fator cambial também influenciou neste processo, com redução do desempenho da receita em reais”, analisa Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.





















