Outro fator potencialmente negativo para os mercados é o nome indicado pelo presidente Trump para assumir a Agência de Proteção Ambiental do país.
Vendas pressionam a soja em Chicago
Fechamentos: janeiro a U$ 10,27, perda de 22 cents/bu e março a U$ 10,3775, baixa de 21,75 cents/bu.
Outro fator potencialmente negativo para os mercados é o nome indicado pelo presidente Trump para assumir a Agência de Proteção Ambiental do país. Ele é crítico da produção de bicombustíveis e, especula-se, poderá impor restrições aos recentes mandatos que ampliaram o uso de óleo de soja e de milho para a produção de energia.
Também pesa na formação do preço, a promessa de chuvas em melhor volume para diversas regiões produtoras de Brasil e Argentina. A perspectiva de melhora do quadro hídrico parece ter sido decisivo para as perdas significativas desta jornada – notadamente porque o mercado havia galgado boas posições nos últimos dias.
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Por outro lado, a demanda segue consistente. Nesta semana, praticamente em todos os dias, o USDA anunciou vendas para a China e para destinos não revelados pelo sistema de informação diária para grandes lotes.
Exportações – As exportações de soja dos EUA seguem em ritmo recorde e totalizaram 1,46 milhão de tons na última semana, elevando o total da estação para 43,2 milhões de tons, ante 34,1 milhões de tons do mesmo período do ciclo passado. Os embarques chegam a 26,0 milhões de tons, contra 20,9 milhões de tons de igual intervalo do ano passado.
China – As importações de soja pela China somaram 7,84 milhões de tons durante o mês de novembro. É o que informa a Administração de Serviços Alfandegários do país. O volume representa acréscimo de 6,1% sobre novembro de 2015. No período de janeiro a novembro, as importações alcançam 74,24 milhões de tons, aumento de 2,3% sobre o mesmo período do ano anterior. O consumo total da China deverá chegar a 101 milhões de tons, com produção doméstica de apenas 12,5 milhões de tons.
Conab – O novo levantamento da Conab, divulgado nesta quinta-feira, avalia que a safra brasileira de soja poderá alcançar 102,5 milhões de tons, aumento de 7,3% sobre as 95,4 milhões de tons colhidas na safra anterior. A área semeada ficou em 33,9 milhões de hectares, ante 33,3 milhões de hectares da temporada passada – aumento de quase 2%. A produtividade sai de 47,8 sacas por hectare e vai para 50,4 sacas por hectare – acréscimo de 5%.
A Conab também prevê que as exportações brasileiras de soja para a temporada 2016/17 deverão totalizar 56,5 milhões de tons, ante 51,3 milhões de tons estimadas para esta última temporada. A indústria deverá esmagar o volume de 45,5 milhões de tons, aumento de 4% em relação ao último ano.
Mercado interno – Com as perdas verificadas na bolsa norte-americana e no câmbio, e com a consequente queda das indicações de compra, as operações domésticas voltaram a ficar ainda mais largadas. Chance de negócios no oeste do estado entre R$ 75,00 e R$ 77,00 por saca, dependendo do momento do dia, do local de embarque e do prazo de pagamento. Em Paranaguá, indicações entre R$ 79,00 e R$ 81,00 por saca.





















