Nós estamos vivendo um certo desequilíbrio, que começou com a estagnação do setor a partir da crise de 2008/2009.
Desequilíbrio impede avanço do setor, diz Abag
Em entrevista para a revista FarmForum, da Case IH, o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o Caio, é taxativo: “o setor [sucroenergético] só vai à frente quando o bem de capital, a produção agrícola, a indústria, distribuição de serviços, tudo esteja de alguma forma em equilíbrio. Nós estamos vivendo um certo desequilíbrio, que começou com a estagnação do setor a partir da crise de 2008/2009, e se acentuou nos últimos anos com a política interna de congelamento de preços de gasolina da Petrobras.”
“A soma dessas duas coisas, mais o clima adverso nos últimos anos, acabou estagnando a oferta e trazendo um endividamento muito forte ao mercado”, diz ela na entrevista. “Se você fizer um raio-X do setor, vai ver um endividamento muito alto na cadeia produtiva, um elo de ganho de capital indo muito mal, muitas unidades fechadas com tecnologia nacional de ponta e outras em recuperação judicial, caracterizando uma dificuldade de recuperação.”
“Essa é a imagem de hoje”, afirma. “As discussões que estão ocorrendo com o novo governo na recuperação da política tributária, principalmente da Cide, já são uma primeira brisa favorável ao setor produtivo. Por isso é importante manter a expectativa otimista de crescimento a médio e longo prazo.”
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