Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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O Itamaraty e as multinacionais brasileiras – por Marcos Sawaya Jank

Além de cuidar da política externa e de representar o Brasil, um dos papéis mais importantes do Itamaraty é a promoção comercial e a facilitação de investimentos no exterior.

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O Itamaraty e as multinacionais brasileiras – por Marcos Sawaya Jank

Além de cuidar da política externa e de representar o Brasil, um dos papéis mais importantes do Itamaraty é a promoção comercial e a facilitação de investimentos no exterior. Durante muito tempo, o papel do Itamaraty se limitava à promoção comercial “strictu sensu”, apoiando a solução de problemas enfrentados por exportadores, viagens de empresários, missões, feiras etc.

Nas duas últimas décadas, no entanto, a presença física das empresas brasileiras se intensificou, com a abertura de plantas industriais e estruturas de armazenagem e distribuição de produtos no exterior. Cresceram também os investimentos internacionais das empresas brasileiras do setor de serviços – bancos, tecnologia de informação, construtoras e outros.

Cerca de 50 multinacionais brasileiras atuam hoje no exterior, a maioria oriunda de setores em que o Brasil acumulou notórias vantagens competitivas, globais ou ao menos regionais. Contudo, o movimento ainda é incipiente e tímido, seja pelo reduzido número de empresas, seja pela pequena presença de produtos diferenciados e marcas globais.

É óbvio que a maior parte do esforço de internacionalização das empresas brasileiras deve vir das próprias empresas. No entanto, o êxito do processo também depende de uma intensa coordenação do setor privado com o governo brasileiro, em particular com o Itamaraty e os ministérios que cuidam das áreas envolvidas.

Todos os grandes governos do mundo defendem o interesse de suas empresas no exterior com a faca nos dentes. As representações diplomáticas brasileiras têm realizado esse trabalho com eficiência e admirável esforço, apesar das dificuldades. Vivendo hoje em Cingapura, sou testemunha da carência de recursos humanos e materiais que esses postos têm na Ásia.

Um bom exemplo é o agronegócio, um dos únicos setores em que o Brasil tem presença global. Os Estados Unidos são o nosso maior concorrente na China. O Departamento de Agricultura (USDA) conta com 5 escritórios no país, 8 adidos agrícolas e 23 técnicos locais de suporte. As entidades que representam os principais produtos exportados pelos Estados Unidos também estão presentes na China, inclusive com programas custeados pelo governo norte-americano. A Nova Zelândia tem cinco adidos, a Austrália e o Canadá, quatro adidos cada um, a Europa tem mais de dez, se considerarmos a comunidade e os países-membros. Enquanto isso, o Brasil tem um adido agrícola no país mais populoso do mundo, nosso maior parceiro comercial.

Achei importante escrever sobre esse tema num momento em que se questiona o papel do governo e da diplomacia no apoio à internacionalização das empresas brasileiras, tema tratado com precisão por Marcos Troyjo em artigo publicado neste jornal no dia 22.

Nos países em desenvolvimento, é muito difícil as empresas crescerem sem um trabalho coordenado entre o setor privado e o governo brasileiro. Essa parceria deve ser sólida, transparente e horizontal, sem privilégios a setores ou empresas. As representações brasileiras no exterior têm atuado com competência e poucos recursos. O esforço precisa ser ampliado, e não reduzido.

Por Marcos S. Jank é especialista em questões globais do agronegócio

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