Maior parte do impacto de secas, pragas e do fator Ucrânia já foi absorvida pelo mercado.
‘Agroinflação’ causa menos preocupação

A inflação caiu no conjunto dos emergentes para 4,3% ao ano, comparado a 4,6% no mês anterior, e atingiu a menor taxa desde o início de 2009, segundo o “Emerging Markets Inflation Monitor” publicado na sexta-feira pela consultoria Capital Economics.
No entanto, as divergências regionais são significativas. O preço ao consumidor está em nível “desconfortavelmente alto” na América Latina, principalmente na Venezuela. Já o custo de vida tem tendência de baixa na Ásia, Oriente Médio e África. A inflação baixou na Índia, mas continua elevada no Brasil, Indonésia, Turquia, África do Sul e Rússia.
Os preços agrícolas vêm sendo especialmente monitorados porque podem ter um impacto significativo na inflação dos emergentes. Alimento tem peso elevado na cesta de preços que formam o custo de vida em várias economias. Varia de 50% nas Filipinas a 20% no México e Chile, ante 15% nos países desenvolvidos.
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Mas Capital Economics avalia que a alta global de preços agrícolas desde o começo do ano dificilmente alimentará uma elevação expressiva da inflação nos emergentes. A consultoria nota que os preços agrícolas internacionais continuam abaixo do nível de um ano atrás, de forma que é “altamente improvável” o retorno de choque de inflação causado pelo custo de alimentos. Diz que o impacto de problemas como secas, pragas e a crise na Ucrânia já foi amplamente levado em conta pelos mercados
























