Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Mercado: E vem mais soja por aí

Relatório do Usda derruba preços da soja em Chicago.

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Mercado: E vem mais soja por aí

Parece notícia repetida, mas até por isso merece atenção: “Relatório do Usda derruba preços da soja em Chicago…” Os números que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos vêm mostrando confirmam, semana após semana, que o país deve ter uma safra arrebatadora. Se o clima continuar ajudando, serão mais de 100 milhões de toneladas de soja, um volume que não estava previsto. E, para completar a cartada, o país espera acima de 350 milhões de toneladas de milho.

Mas o que isso significa para o Brasil? Será que uma safra gigante nos EUA tira o agronegócio brasileiro de seu curso de expansão? A resposta rápida é “não”, mas obviamente não passaremos ilesos. E o setor deverá sim se alinhar ao novo cenário.

As razões que levam os produtores norte-americanos a apostar na soja são bem conhecidas na América do Sul. A oleaginosa vem oferecendo rentabilidade maior que a do milho. Apesar de o cereal ter bem mais peso no mercado norte-americano, não está livre de uma redução nas margens de lucro automática logo após a elevação dos estoques.

O que não se esperava é que os Estados Unidos fossem reajustar tanto sua previsão de colheita. No último mês, foram acrescentados 4,5 milhões de toneladas de soja. E ninguém sabe onde isso vai parar.

Mas por que o Brasil ou a América do Sul reagiria diferente da América do Norte? Por que os agronegócio brasileiro tomaria uma posição tímida ou amedrontada diante dos preços em queda? O produtor sabe que, se o milho vai mal nos EUA, tende a ir pior no Brasil, mas na soja é diferente. Somos mais competitivos.

O que o agronegócio sul-americano tem mostrado definitivamente é coragem. Apostas cada vez maiores num mercado de consumo crescente predominam safra após safra. É como se EUA e América do Sul se desafiassem todos os anos em termos de volume de produção de soja.

Esse movimento é contínuo no Brasil, embora a rentabilidade das commodities determine o ritmo da expansão. A soja valorizada estimulou o país a ampliar sua área cultivada com grãos em 2013/14. Caíram milho, arroz, aveia, canola… E cresceram soja, feijão e algodão. O incremento foi de 6%, o maior em dez anos, considerando 15 grãos. O agronegócio tem agora 56 milhões de hectares para distribuir entre essas culturas no verão e no inverno. O incremento na soja, que sozinha ocupou 30 milhões de hectares, foi de 8,6%, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento.

E o Brasil mostra-se disposto a continuar ampliando essas lavouras. O índice de 2014/15 deve ficar abaixo de 6%, mas dificilmente será negativo. Essa certeza vem dos números da última década. Se tem um país capaz de bater os Estados Unidos na produção e na exportação de soja, esse país é o Brasil.

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