Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,20 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,05 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,98 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
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Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
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Outlook FIESP

Outlook FIESP: Brasil deve ganhar mercado nas exportações de soja, açúcar, carne suína e de frango na próxima década

Mesmo com um crescimento projetado aquém do registrado na última década, o agronegócio brasileiro seguirá com desempenho superior ao restante do mundo em relação às exportações.

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Outlook FIESP: Brasil deve ganhar mercado nas exportações de soja, açúcar, carne suína e de frango na próxima década

Mesmo com um crescimento projetado aquém do registrado na última década, o agronegócio brasileiro seguirá com desempenho superior ao restante do mundo em relação às exportações e deve aumentar sua participação no mercado mundial em diversas culturas nos próximos dez anos.

A avaliação é da equipe do Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), responsável pela elaboração do Outlook 2024, que reúne diagnósticos e projeções para o setor na próxima década.

Segundo a nova versão do Outlook, atualizado a cada ano, as exportações brasileiras de soja devem crescer a uma taxa de 5,2% ao ano até 2024. Neste período, a soja brasileira responderá por 50% das exportações globais. Atualmente, o Brasil participa com 41%.

“Quanto ao milho, fica a dúvida em relação ao seu desempenho exportador em um cenário menos favorável em termos de preços”, diz Antonio Carlos Costa, Gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp. “O grão vem de anos favoráveis, aproveitando-se de janelas importantes, como a quebra de safra nos EUA, e ganhando espaço no marcado internacional. No entanto, em um momento de inflexão de preços, o custo logístico ganha ainda mais importância e castiga a competitividade da cultura”, conclui Costa.

As vendas externas de carne de frango do Brasil também devem continuar crescendo pelos próximos 10 anos. O Deagro estima que as exportações devem ter um aumento anual de 2,7%, alcançando 42% de participação no mercado mundial, contra atuais 40%. Embora o crescimento se dê acima da média mundial para o período (2%), é inferior à expansão verificada na década anterior (7,1% ao ano).

No que se refere à carne suína, o setor deve experimentar uma década melhor do que o período de 2003 a 2013. Segundo o relatório da Fiesp, as exportações do produto devem subir 2,6% ao ano na próxima década. Atualmente, o Brasil se aproveita de um momento em que importantes produtores e exportadores, como os EUA, apresentaram sérios problemas sanitários, como o Vírus da Diarreia Epidêmica (PED).

“O País é o único entre os quatro maiores exportadores mundiais sem problemas com doenças e isso confere uma grande oportunidade ao setor, afirma Benedito Ferreira, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp. “Além disso, há muito espaço para crescer no mercado doméstico”, complementa Ferreira, mencionando que entre as três carnes, a suína é a que apresentará a maior variação do consumo no Brasil na próxima década.

No entanto, o estudo lança um alerta em relação ao desempenho da economia brasileira: como o mercado doméstico é o vetor de crescimento para grande parte do agronegócio, em especial as proteínas animais, como o leite, ovos e as carnes, a retomada da confiança e o crescimento do PIB passam a ser fundamentais para assegurar o bom desempenho do setor.

Açúcar, crise e exportações
O setor sucroenergético vivencia a pior crise de sua história, com o fechamento de mais de 60 usinas no centro-sul do país nos últimos anos, com um endividamento total do setor de R$ 66 bilhões em 2013. O cenário é explicado em grande parte por problemas climáticos, quebras de safra, adaptação à colheita mecanizada, mas especialmente pela incapacidade do setor de repassar aos preços do etanol os aumentos do custo de produção, em razão da política do Governo Federal para a gasolina.

Além do prejuízo direto ao etanol, toda essa situação tem um grave efeito colateral no açúcar, pois causa um aumento significativo da produção do produto.

Ainda assim, o relatório aponta para a perspectiva de um novo ciclo em 2015, com uma relação mais favorável entre oferta e demanda de açúcar, em meio a uma provável recuperação de preços.

Segundo Costa, “as medidas do Governo em relação ao setor serão determinantes para os rumos deste segmento para os próximos anos”. O ambiente de forte preocupação é reforçado pelos números. Entre a safra 2009/10 e 2012/13, a redução no consumo do etanol hidratado foi de 5,5 bilhões de litros. “O problema é que esse etanol que deixa de ser consumido vira açúcar nas usinas, o que deprime os preços internacionais do produto.

A conta é simples: esse volume a menos no consumo do combustível, representou cerca de 5,6 milhões de toneladas a mais na oferta de açúcar. Para se ter uma ideia de grandeza, isso significa 83% do volume exportado pela Tailândia em 2012/13, segundo exportador mundial. Isso configura uma situação insustentável”.

Uso da terra
O bom desempenho da pecuária deve favorecer os investimentos na concentração do rebanho, com consequentes ganhos de produtividade. De acordo com Benedito Ferreira, isso permitirá que a pecuária ceda 4,5 milhões de hectares de pastagens para a agricultura.

Além disso, o aumento de 14% da produtividade média de grãos entre 2014 e 2024, ajudará a poupar áreas, já que o percentual equivale a uma preservação de 8,9 milhões de hectares. “No entanto, sabemos que existe um potencial para ir além na pecuária, caso o cenário se mantenha favorável por um período maior de tempo, aumentando ainda mais o efeito poupa-área, conclui Ferreira”.

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