Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Economia

Brasil deve fechar o ano como líder em abertura de investigações antidumping

Entre janeiro e o começo de outubro, o país já totalizou 39 novas investigações e pode chegar a 45 até o fim do ano, o segundo maior número de investigações em um ano no Brasil.

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Brasil deve fechar o ano como líder em abertura de investigações antidumping

O Brasil deve fechar o ano como o campeão mundial na abertura de investigações antidumping para frear importações com preços supostamente desleais, a se julgar pelo ritmo das ações em Brasília.

A delegação brasileira notificou ontem a Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre novas investigações de antidumping adotadas no primeiro semestre, que chegam a 17, mas os dados já estão defasados. Entre janeiro e o começo de outubro, o país já totalizou 39 novas investigações e pode chegar a 45 até o fim do ano, o segundo maior número de investigações em um ano no Brasil. O recorde foi no ano passado, com 65.

O número de sobretaxas efetivamente aplicadas, resultado de investigações concluídas também será recorde: são 25 atualmente e podem chegar a 30 no fim de dezembro. No total, o Brasil tem 96 medidas antidumping em vigor.

Nos últimos dois anos, o Brasil liderou o uso de medidas de defesa comercial entre os países do G -20, que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes. Foi sempre seguido por Índia e Argentina.

Felipe Hees, diretor do Departamento de Defesa Comercial (Decom), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, explica que a situação do Brasil reflete a onda de petições feitas pela indústria e m 2011, período de câmbio bastante valorizado. No ano seguinte, houve o recorde de abertura de investigações (65), e este ano o recorde de aplicações de sobretaxas (cerca de 30). “Houve uma sequência dessas petições, mas a tendência é de estabilização na média histórica”, afirmou Hees.

Parceiros acompanham agora a aplicação do decreto presidencial, que entrou em vigor este mês, para reduzir o prazo médio das investigações para eventual adoção de sobretaxas, de 15 para 10 meses.

O que o Brasil faz é aplicar mecanismos previstos nas regras internacionais, o que não impede que o país seja criticado. Este ano, o Brasil foi apontado como o mais protecionista no G-20 pelo Índice de Abertura de Mercados, da Câmara de Comércio Internacional (CCI), em Paris. Pior que o Brasil entre os 75 países, apenas Quênia, Paquistão, Venezuela, Uganda, Argélia, Bangladesh, Sudão e Etiópia.

Isso aconteceu mesmo quando a balança comercial brasileira registrou este ano o maior déficit de sua história. Agora, o presidente da Câmara de Comércio Internacional (CCI), Jean Guy Carrier, acredita que globalmente, em todo caso, a tendência deve ser de menos antidumping, na medida em que a economia está se recuperando.

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