A fatia dos emergentes na economia mundial cresce cada vez mais. Era de 39,5% em 1995 e deve passar para 56,5% no ano que vem.
Emergentes puxam expansão global com a crise financeira
O crescimento econômico da China chegará a 70% em termos acumulados entre 2007 e 2013, comparado a zero na União Europeia e 6,6% nos Estados Unidos, refletindo como a crise financeira empurrou os rumos da economia mundial para a Ásia.
Estudo do Deutsche Bank, um dos maiores bancos do mundo, mostra que, na média, os emergentes terão crescimento acumulado de 37% no período. No caso dos países da América Latina, incluindo o Brasil, a expansão econômica acumulada ficará em 22%; no Leste Europeu, em 15%.
A fatia dos emergentes na economia mundial cresce cada vez mais. Era de 39,5% em 1995 e deve passar para 56,5% no ano que vem. No caso da China, triplica de 5,6% para 15,6%, em termos de paridade de poder de compra (PPP).
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Pelos cálculos do banco alemão, ainda mais importante é a contribuição significativa dos emergentes para o crescimento mundial. Com os países ricos em crise, o bloco dos emergentee foi responsável por 92% da expansão econômica em 2012, e a cifra deve ser similar neste ano. É quase o dobro dos 52% de 2000.
Para a economista Maria Laura Lanzeni, chefe de pesquisa de mercados emergentes do banco, os emergentes vão se consolidando como nova locomotiva da economia mundial, com expansão interna impulsionada por uma nova classe média de dezenas de milhões de pessoas.
Na sua avaliação, os emergentes continuarão a superar as economias desenvolvidas. Devem crescer 5,5% neste ano, comparado a 1,7% dos países ricos e 3,5% da economia mundial. Ao mesmo tempo, as bolsas de valores do grupo emergente continuarão sensíveis a choques globais.
Enquanto a dívida pública dos ricos continuará a crescer neste ano, para quase 120% do PIB, a média dos emergentes fica abaixo de 40%. O risco país, no caso do Brasil, é menor do que o da França e boa parte dos outros europeus.
Mais multinacionais dos emergentes estão entre as maiores do mundo em capitalização, como PetroChina, número 2 em 2011. A Petrobras ficou na quinta posição.
Sobre a questão de por que os emergentes ainda não são países industrializados, a resposta é a baixa qualidade das instituições em vários países. Basta ver a percepção sobre corrupção e dificuldades para fazer negócios por causa da burocracia.
O investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina bateu recorde em 2011, atingindo US$ 153,4 bilhões, segundo relatório divulgado ontem pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), órgão das Nações Unidas.
O grande volume de ativos multinacionais na região, a boa rentabilidade e o bom desempenho da economia explicam a alta, mas os dados sugerem que os investidores preferem aplicar seu dinheiro em países que, além do dinamismo da economia e de recursos naturais, oferecem estabilidade jurídica e macroeconômica.





















