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Sanidade animal

Diretrizes internacionais detalham critérios para uso e monitoramento de vacinas contra peste suína africana

Documento da WOAH detalha critérios de avaliação em campo e monitoramento pós-vacinação, destacando benefícios e riscos da estratégia

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Diretrizes internacionais detalham critérios para uso e monitoramento de vacinas contra peste suína africana

A Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) publicou diretrizes técnicas para avaliação em campo e monitoramento pós-vacinação contra a peste suína africana (PSA), estabelecendo parâmetros para mensurar a eficácia e a efetividade dos imunizantes, além de orientar a implementação segura de programas de vacinação. O documento destaca que a vacinação deve ser tratada como uma ferramenta complementar dentro de um conjunto mais amplo de medidas de controle da doença, e não como solução isolada.

Segundo o material, a eficácia vacinal pode ser estimada a partir de estudos controlados, considerando a redução de sinais clínicos e a comparação entre grupos vacinados e não vacinados ao longo do tempo. Um dos exemplos apresentados demonstra como o cálculo leva em conta o período de acompanhamento dos animais, chegando a índices superiores a 80% em condições experimentais, ainda que esses resultados possam variar conforme fatores de campo.

Apesar dos avanços, a WOAH chama atenção para a necessidade de análises mais robustas, que considerem variáveis como diferenças entre propriedades, sistemas produtivos e possíveis fatores de confusão. Métodos estatísticos mais complexos, como modelos de regressão, são recomendados para garantir maior precisão na interpretação dos resultados.

Monitoramento

O documento também enfatiza a importância do monitoramento após a introdução das vacinas. Diferentemente dos estudos de eficácia, realizados em condições controladas, a efetividade é avaliada em cenários reais de produção, podendo envolver estudos observacionais como coorte e caso-controle. Esses métodos permitem acompanhar a incidência da doença em populações vacinadas e não vacinadas, além de mensurar o impacto do programa como um todo.

Entre os principais pontos de atenção estão a necessidade de cobertura vacinal adequada, a identificação de genótipos circulantes do vírus e a coleta sistemática de dados de campo. A WOAH ressalta que serviços veterinários e autoridades sanitárias devem atuar de forma coordenada, com apoio de comitês independentes, para assegurar a confiabilidade das avaliações.

As diretrizes também apresentam uma análise de riscos e benefícios associados à vacinação. Entre os ganhos potenciais estão a redução de sinais clínicos, da mortalidade e das perdas produtivas, além da melhoria do bem-estar animal. Por outro lado, o uso de vacinas pode trazer desafios, como eventos adversos, possibilidade de menor eficácia em caso de incompatibilidade com cepas circulantes e dificuldades para atingir níveis ideais de cobertura.

O documento reforça ainda que a ausência de vacinação também envolve riscos, como maior dependência de medidas de biosseguridade e vigilância, que nem sempre são viáveis em todos os sistemas produtivos, especialmente em criações de subsistência.

A WOAH conclui que programas de vacinação contra a peste suína africana devem ser implementados de forma gradual, com avaliação contínua e integração a outras estratégias de controle, como restrição de movimentação e reforço da biosseguridade. As recomendações constam no documento “Guidelines for African Swine Fever Vaccines: Field Evaluation and Post-Vaccination Monitoring”.

Fonte: WOAH

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