Levantamento do Campo Futuro mostra peso da mão de obra e desafios na produção de leitões e na terminação de suínos no Estado
Suinocultura em Minas Gerais expõe custos elevados e pressão sobre a produção

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, ao longo da última semana, painéis do projeto Campo Futuro em municípios de Minas Gerais e da Bahia para levantar os custos de produção de diferentes atividades agropecuárias, com destaque para a suinocultura. A iniciativa, conduzida em parceria com o Senar, federações estaduais, sindicatos rurais, universidades e centros de pesquisa, busca gerar informações econômicas estratégicas para orientar decisões no campo.
No caso da suinocultura, o levantamento foi realizado em Uberlândia (MG), com análise dos sistemas de produção de leitões (SPL) e das unidades de terminação (UT). Na granja modal de produção de leitões, com 2.200 matrizes e saída anual de 57.787 animais, o custo operacional efetivo (COE) foi estimado em R$ 53,24 por leitão, com peso médio de 22,2 quilos. A mão de obra aparece como principal componente do custo, respondendo por 42,3%, seguida por manutenção e energia elétrica.
Estrutura de custos
Já nas unidades de terminação, a granja padrão considerada recebe 8.220 leitões por ano, distribuídos em 2,7 lotes, com abate aos 194 dias e peso médio de 133 quilos. O COE foi calculado em R$ 37,20 por animal terminado, mantendo a mão de obra como principal fator de custo, com participação de 39,9%.
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Os dados reforçam a importância da gestão eficiente dentro das granjas, especialmente diante do peso crescente dos custos operacionais. O levantamento também evidencia a necessidade de ganhos em produtividade e controle de despesas para manter a competitividade da atividade.
Além da suinocultura, o projeto analisou custos de produção de eucalipto na Bahia, banana no Norte de Minas e pecuária de corte em diferentes regiões mineiras. No caso da bananicultura, os resultados apontaram cenário econômico mais pressionado, influenciado por condições climáticas adversas e aumento dos custos de manejo.
Na pecuária de corte, os painéis indicaram forte impacto da compra de animais sobre os custos totais, tanto em sistemas de recria quanto de confinamento, enquanto na produção florestal o custo com mão de obra e maquinário segue como principal desafio.
Os levantamentos do Campo Futuro consolidam uma base de dados que permite acompanhar a evolução dos custos no campo, oferecendo subsídios para produtores, técnicos e entidades na formulação de estratégias e políticas voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.
Fonte: CNA























