Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
Destaque Todas Páginas
Comentário Avícola

A pressão psicológica da avicultura – por Valmor Ceratto

A avicultura no Brasil destaca-se no complexo de proteína animal por ser considerada a mais dinâmica e tecnificada, e é uma das mais organizadas do mundo.

Compartilhar essa notícia
A pressão psicológica da avicultura – por Valmor Ceratto

A avicultura no Brasil destaca-se no complexo de proteína animal por ser considerada a mais dinâmica e tecnificada, e é uma das mais organizadas do mundo, destacando-se das demais criações pelos resultados alcançados não só em produtividade e volume de abate, como também no desempenho econômico, social, onde têm contribuído de forma significativa para a economia do Brasil. Ela não se limita a produção de carne de frango, mas sim num grande complexo que vai desde o planejamento, a produção de matrizes, ovos, produção de pintos, manejo e engorda do frango, até o processamento e comercialização dos produtos finais. Além disso, esta atividade tem dado suporte ao desenvolvimento de outros grandes setores produtivos, como por exemplo, a produção de rações e medicamentos, bem como máquinas e equipamentos para a produção e processamento da carne.
 
Para tudo isso tem um agravante a ser considerado dentro do nosso segmento, que é a mão de obra treinada, principalmente para as fazes da base da produção, que são: para as granjas de matrizes, granjas de frangos, incubatorios e principalmente para abatedouros. 
 
A pressão que o mercado exerce sobre o setor é muito grande para ser competitivo e até para sobrevivência. As empresas precisam baixar custos, produzir melhor e manter seus colaboradores motivados. Estes três fatores, juntos com as oscilações de mercado fazem com que os profissionais de nível médio, alto e empregadores viverem uma pressão psicológica jamais vista dentro do negocio aves.
 
Elem disso a expansão da avicultura nos leva a números gigantes, pressionando ainda mais a competição de vendas, de colaboradores e de especialistas na área. Tudo isso é bom, mas até onde isso será saudável para o ramo?
Sabemos que o Brasil será o grande produtor de proteínas para o mundo, por isso temos que repensar algumas ações que dizem respeito a esse stress maluco que vivemos no nosso negocio. Vamos certamente crescer mais, pois temos capacidade para isso, mas será que não chegou a hora de avaliarmos produtividade com base nas pessoas que fazem a avicultura na base? É desta camada de colaboradores que podemos buscar mais produtividade e assim melhorarmos nossos índices zootécnicos. A genética, a nutrição e a ambiência já evoluíram muito. Acredito que esta década, será, dentro da avicultura o período que vamos precisar evoluir com relação a mão de obra de base ou de chão de fabrica.

Temos uma fase muito importante dentro da avicultura que está se dando menos importância do que merece. É a faze da colheita, isto é o dia do carregamento para o abate. Ali se perde muito, todos sabem, mas pouco se faz para melhorar esta mão de obra. Fica uma alerta a todos, olhem para dentro desta atividade, pois nela podemos ganhar muito. Tanto empresa como produtor.

Com um país em desenvolvimento e com oferta de empregos que estamos tendo, certamente precisamos olhar com atenção para aqueles quase anônimos da avicultura, porem, muito importantes. Precisamos profissionalizar com escolas para tratadores, pois a tecnologia está aí. Criar produtores rurais que sejam empresários rurais, seja ele grande ou pequeno. Criar formas e bases de ensinamentos pra trabalhadores de abatedouros e incubatórios como forma de fixar esta mão de obra nas empresas. Valorizar na mídia estas atividades junto com cursos específicos de preparação para tal.

Desta forma, a meu ver, poderemos aliviar o stress do dia a dia na avicultura, melhorando o comprometimento e o conhecimento das bases de produção. E assim, melhores remunerações a todo o segmento de inicio a fim.

Valmor Ceratto é Técnico em Agropecuária, Bacharel em Administração, Pós Graduado em Avicultura, Pós MBA em Planejamento Estratégico, Avicultor e Gerente Geral de Produção do Grupo Alvorada (SP). ceratto@ceratto.com.br

Assuntos Relacionados
AviculturaBrasilcomentario
Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344