“Não é apenas uma crise da eurozona. É uma crise que pode ter efeitos colaterais, contaminações pelo mundo todo”, alertou.
Nenhum país está imune à crise, diz diretora do FMI
Nenhum país está imune à crise, disse a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, em um painel sobre projeções econômicas globais, no Fórum Econômico Mundial, em Davos. “Não é apenas uma crise da eurozona. É uma crise que pode ter efeitos colaterais, contaminações pelo mundo todo”, alertou.
Para Lagarde, a Europa precisa lidar com três questões principais para poder superar a crise: falta de crescimento, pouca competitividade e a necessidade de maior integração. Ela ressaltou que é necessário estabelecer proteções para restaurar a confiança do mundo na Europa.
Lagarde defendeu o aumento dos recursos do FMI para ajudar países ao redor do mundo. A diretora geral está tentando elevar para até US$ 500 bilhões os recursos da instituição para poder fornecer ajuda caso mais empréstimos sejam
necessários, ressaltando que o dinheiro seria para auxiliar qualquer país que seja membro do FMI.
“Não há soluções únicas e, por isso, é preciso ajustar as medidas à realidade de cada país, uma vez que cortes muito grandes poderiam minar o crescimento”, afirmou a diretora. “Deve haver consolidação fiscal em todos os países, mas com diferenciação e tratamento ajustado às especificidades de cada um”, afirmou.
Lagarde também disse que além da Europa, os Estados Unidos e o Japão precisam ajustar seus grandes déficits, enquanto a maioria dos emergentes deve incentivar o consumo interno.
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