O Instituto Nacional da Carne Suína encerra 2012 com avaliação positiva e expectativa de crescimento para 2013.
Retrospectiva 2012: Ano de consolidação para o INCS
O ano de 2012 foi marcado pela crise na suinocultura e também por ser um ano eleitoral, dois fatores que influenciaram fortemente o andamento dos trabalhos e projetos do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS). Apesar das dificuldades, o presidente do INCS, Wolmir de Souza, prefere olhar pelo lado positivo, em que o Instituto conseguiu se aproximar das necessidades do setor suinícola e se consolidar como uma entidade engajada no desenvolvimento sustentável da suinocultura.
“Foi um ano terrível. Foi em 2012 que pudemos sentir todo o reflexo da crise que vinha se formando nos últimos anos. Mas são nos momentos de crise que temos que trabalhar mais e que entendemos a necessidade e importância de ações que divulguem e agreguem valor à carne suína. Portanto, apesar das dificuldades, os conceitos do INCS começaram a se concretizar e as parcerias começaram a se evidenciar”, afirma de Souza. Ele destaca ainda que com a crise foi possível ver a necessidade de preparação para um mercado mais competitivos, e que, para as agroindústrias frigoríficas que já possuíam uma relação justa com o produtor, ficou mais fácil atravessar estes momentos de dificuldade.
Projetos reconhecidos
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O presidente do INCS, Wolmir de Souza, destaca o reconhecimento de projetos como a busca pela Indicação Geográfica da Carne Suína do Meio Oeste Catarinense, que neste ano contou com a criação da Associação de Produtores de Carne e Derivados de Suínos do Meio Oeste Catarinense (Aprosui) e com o reconhecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que estará auxiliando junto ao INCS e a Embrapa Suínos e Aves para que o IG se concretize.
O Selo de Certificação da Carne Suína é outro projeto do INCS que ganhou destaque e reconhecimento. Em 2012 o INCS certificou, após consultoria e auditoria, o Frigorífico Primaz, de Rio Negrinho – PR, durante a Avesui 2012, em São Paulo. No segundo semestre o projeto também ganhou o reconhecimento da Cidasc, o que demonstra a importância para agregar valor ao produto e garantir uma carne suína saudável e de qualidade.
Ainda hoje, o INCS pode comemorar mais uma vitória em 2012. Nesta tarde será votado o projeto de lei que inclui na cesta básica catarinense produtos embutidos da carne suína, como linguicinha, linguiça colonial, torresmo, queijo de porco, kit feijoada e carnes temperadas. Se for aprovado, o PL trará benefícios para indústria frigorífica e para o consumidor, pois estes produtos terão o ICMS reduzido em 50%, barateando o custo e consequentemente o valor para o consumidor final.
Expectativa para 2013
Institucionalmente, Wolmir de Souza espera que 2013 seja um grande ano para o INCS. “Nossos projetos têm ganhado destaque e estamos sendo procurados para realizar parcerias, principalmente por órgãos governamentais, que legitimam a importância do trabalho do INCS para o setor suinícola. Todos estes fatores, aliados a atitude e mudança na forma de trabalho, com certeza darão bons frutos em 2013”, finaliza de Souza.





















