Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 72,10 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,28 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,36 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
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Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.223,46 / t
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Secagem do milho

Retirada da produção começa com atraso e umidade elevada na região de Ponta Grossa, no Paraná. Processo de secagem fica 10% mais caro.

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Secagem do milho

As colheitadeiras e caminhões estão levando toneladas de água para os silos de secagem nos Campos Gerais. Em cada mil quilos de milho, 300 são de umidade, o dobro do ideal. O plantio tardio e as chuvas diárias atrasam a colheita em até duas semanas e fazem o porcentual de umidade passar de 30% em fazendas visitadas nesta semana por uma das equipes da Expedição Safra Gazeta do Povo.

Por enquanto, esse fator não derruba a qualidade da produção, mas amplia o custo de secagem em cerca de 10%, conforme informações da cooperativa Batavo, com sede em Carambeí. Perto de 5% das áreas do cereal foram colhidas nos últimos dias. A expectativa é que, com o avanço dos trabalhos, o gasto médio de R$ 19 por tonelada seja reduzido. A umidade eleva também o volume a ser transportado, encarecendo o escoamento, acrescenta o gerente geral da cooperativa, Antonio Carlos Campos.

O clima põe em xeque a expectativa de aumento na produtividade, relata. Nos 136 mil hectares cultivados pelos cooperados da Batavo, a soja, cuja colheita ainda não começou, tende a passar de 3,2 mil para 3,4 mil quilos e o milho, de 9,7 mil para 10 mil quilos por hectare.

A pressa para a retirada de milho está relacionada à previsão de que a colheita da soja será concentrada num período de 35 dias. Os produtores tentam adiantar trabalho também para cumprir contratos de venda antecipada. É o que ocorre na fazenda Capão Grande, de Ponta Grossa, que nesta safra dedica 665 hectares à soja e 355 ao cereal.

A colheita teve de ser reduzida a cinco horas ao dia, metade do tempo de trabalho de épocas em que o clima se mostra mais seco. “A umidade está entre 29% e 31%. Temos de parar mais cedo porque a estrutura de secagem está sobrecarregada”, afirma o administrador da fazenda, Luiz Fernando Mattos. A potência das colheitadeiras e o aumento da produtividade colaboram para tornar a estrutura de secagem pequena, pondera. A expectativa é de que o quadro se normalize nas próximas semanas e o problema seja superado, com rendimento de 11,5 mil quilos por hectare – 1 mil a mais do que ano passado. Na soja, a produtividade prevista é de 3,6 mil quilos por hectare – 100 a mais que no verão de 2010.

O porcentual de umidade contrasta com o registrado pela Expedição Safra na última colheita de milho nos Estados Unidos. O clima ajudou os produtores norte-americanos, que puderam remeter boa parte das mais de 300 milhões de toneladas do cereal direto para a China. Eles relataram índices de umidade de 13%.

No Paraná, a secagem é prática ‘obrigatória’. Normalmente, os produtores precisam reduzir a 14% índices de até 28% de umidade. Os três pontos extras, verificados atualmente, só evaporam com uma semana de clima seco, segundo os técnicos.

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