Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
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Preço dos alimentos

Governo brasileiro busca construir um consenso no bloco dos países que integram o Mercosul para rechaçar o controle sobre o preço dos alimentos.

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Preço dos alimentos

O governo brasileiro busca construir um consenso no bloco dos países que integram o Mercosul para rechaçar o controle sobre o preço dos alimentos. A rejeição à tese levantada pelo governo francês foi levada pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, ao Conselho Agropecuário do Sul (CAS), reunido na capital da Argentina nesta quinta-feira, 31 de março.

“O Brasil não aceita a tese de que seja possível regular os preços das commodities com intervenções bruscas no mercado ou criando estoques de alimentos. Os preços (dos alimentos) só sofrerão menor impacto se aumentarmos a oferta de produtos agropecuários”, disse Wagner Rossi. “Não se pode punir os produtores dos países emergentes porque eles conseguem entregar seus produtos com mais eficiência e a preços competitivos”.

A volatilidade no mercado de alimentos será um dos temas a serem discutidos pelo chamado G20, o grupo dos países mais ricos do mundo, durante reunião em Paris, no final de junho. A tese do controle está sendo defendida publicamente pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. A expectativa de Rossi é que os outros cinco países que integram o Conselho Agropecuário do Sul – Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai – mostrem-se sensíveis ao tema e rechacem a proposta francesa.

“Durante anos, os preços dos alimentos permaneceram deprimidos e nenhum dos grandes países nos procurou para tratar do assunto. Agora, quando os preços estão altos, querem punir aqueles que vêm fazendo o seu melhor? Não dá para aceitar”, comentou. “Isso é para ser visto no mínimo com desconfiança”. Rossi concedeu entrevista coletiva ao lado do ministro da Agricultura da Argentina, Julian Domínguez.

O brasileiro comentou que fora da América Latina são poucos os países que podem contribuir nos próximos anos para ampliar a oferta de alimentos. “Por isso, insisto: os preços só baixarão com aumento de produção. Qualquer outra proposta para diminuir preços é manipulação”, disse.

De acordo com Rossi, Brasil, Argentina e Uruguai são alguns dos grandes fornecedores mundiais de alimentos e têm posição semelhante quanto à tese do controle de preços. Mas ainda não há consenso, inclusive por parte de outros vizinhos, que dependem das importações para o abastecimento de seus mercados internos de alimentos.

Além de Rossi e Domínguez, participam da reunião do conselho os ministros Nemesia Achacollo (Bolívia), José Antonio Galilea (Chile) e Enzo Cardozo (Paraguai). O vice-ministro de Agricultura do Uruguai, Daniel Garín, representou o titular, Tabaré Aguerre, que não pôde comparecer ao encontro. Também acompanhou os debates o diretor geral do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA), Víctor Villalobos.

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