Técnicos do Ministério da Agricultura têm encontro na segunda-feira, 4 de julho, com autoridades sanitárias russas para discutir fim da restrição à exportação de carne.
Brasil envia nova missão à Rússia
Uma comitiva liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, desembarca em Moscou na próxima segunda-feira, 4 de julho, para discutir a suspensão da exportação de carne brasileira à Rússia. Jardim apresentará ao chefe do serviço veterinário russo (Rosselkhoznadzor), Sergei Dankvert, uma lista com 140 frigoríficos nacionais aptos a retomar os embarques imediatamente.
O envio da nova missão foi anunciado pelo ministro da Agricultura, nesta quarta-feira, 29 de junho, em Brasília. “Vamos apresentar indústrias que cumprem 100% das exigências russas”, informou. Rossi acertou a ida da missão brasileira em encontro com Dankvert, em Paris, durante a reunião do G20. “Enviamos todas as informações solicitadas pelo governo russo e nos colocamos à disposição para fornecer qualquer outro dado que seja necessário para superar essa restrição”, comentou.
O ministro anunciou, ainda, que o Brasil deve investir R$ 50 milhões, nos próximos meses, para a modernização dos laboratórios oficiais de análises de alimentos. “Obtivemos o apoio total da presidenta Dilma Rousseff para adequarmos nossos laboratórios aos padrões internacionais. Precisamos ter condições de atender às exigências dos nossos clientes. No caso da Rússia, estamos falando de um mercado de bilhões de dólares”, enfatizou.
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Segundo Wagner Rossi, o Ministério da Agricultura vai formalizar uma proposta à Presidência da República, nos próximos dias, para equipar os laboratórios. Ele comentou que a liberação dos recursos vai ocorrer rapidamente. “Teremos condições de manter a posição que ocupamos no mercado mundial de alimentos sem problemas para atender aos nossos clientes”, disse.
Desde abril, o governo russo determinou a suspensão das importações de carne de 13 frigoríficos nacionais. Em 3 de junho, a lista de indústrias exportadoras embargadas subiu para 85. A nova restrição passou a valer a partir de 15 de junho.





















