Confederação pretende lançar até meados do segundo semestre a sua política setorial para uma agricultura de baixo carbono.
CNA terá política para baixo carbono

A Confederação da Agricultura e Pecuária no Brasil (CNA) pretende lançar até meados do segundo semestre a sua política setorial para uma agricultura de baixo carbono. O estudo é resultado do Programa de Governança Climática para uma Agropecuária de Baixo Carbono (PABC), lançado em junho em Brasília.
Segundo o advogado Flávio Menezes, da Menezes Advogados, que assessora a CNA, o objetivo é organizar e desenvolver ações que incentivem os produtores rurais a utilizar tecnologias de baixo carbono, contribuindo para a redução de emissões de gases-estufa.
O primeiro passo é a revisão do inventário de emissões do Ministério da Agricultura, de forma a chegar a um diagnóstico preciso sobre a viabilidade de execução do setor. A partir daí serão discutidas medidas de mitigação de gases-estufa, adaptação e transferência de tecnologias já adotadas no exterior. Cerca de 20 técnicos com experiência em questões climáticas estão envolvidos no projeto, além de cinco representantes da CNA.
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O programa de baixo carbono prevê também a criação de dois fundos, de fontes privadas ou públicas, para bolsas de mestrado e doutorado em ciências agrícolas, e financiamento de pesquisas agrícolas onde a Embrapa entraria com a sua expertise no tema. Segundo Menezes, as ações visam sobretudo os pequenos agricultores, com menos poder de mobilização e adaptação, que perfazem quase 80% do total de propriedades rurais do país.





















