Estados Unidos formaliza acordos de livre comércio com Coreia do Sul, Panamá e Colômbia. Exportações agrícolas americanas serão beneficiadas.
EUA aprovam TLC
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira o Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, a Coreia do Sul e o Panamá.
No caso da Coreia do Sul, a aprovação acontece às vésperas da visita de Estado a Washington do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak. O tratado passou pela Câmara baixa com 278 votos a favor e 151 contra.
Com a Colômbia, após um agitado debate sobre os benefícios e prejuízos da liberalização comercial e a violência contra sindicalistas nesse país, a aprovação foi alcançada com 262 votos a favor e 167 contra, do total de 435 cadeiras.
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Já o acordo com o Panamá passou com a maior margem de votos nessa rodada, 300 a favor e 129 contra.
Durante o debate, seus partidários argumentaram que o TLC produzirá a liberalização significativa da troca de produtos, bens e serviços, e inclui fortes proteções trabalhistas e mecanismos para evitar paraísos fiscais nesse país.
Uma das principais queixas dos democratas contra o TLC era que o Panamá devia redobrar esforços para combater os paraísos fiscais.
Em novembro de 2010, os Estados Unidos e o Panamá assinaram um acordo para trocar de informações tributárias, que permite compartilhar informações sobre os impostos tanto em casos civis como criminais.
As votações ocorreram nove dias depois de o presidente americano, Barack Obama, encaminhar os TLCs ao Legislativo. O pacto será votado em breve no Senado.
Os debates, realizados de forma simultânea no Senado, seguiram as linhas partidárias entre os que apóiam os TLC como antídoto para o alto desemprego nos EUA e os que garantem que estes provocarão mais fuga de empregos ao exterior.
Antes do voto desta quarta-feira, o Governo dos Estados Unidos havia iniciado acordos comerciais com 17 países e, agora, quando enfrenta uma taxa de desemprego de 9,1%, aposta pelos TLC como ferramenta para geração de empregos.
No último dia 6 de agosto, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Tom Donilon, afirmou em artigo de opinião no “The Wall Street Journal” que está em jogo não só a prosperidade econômica e comercial dos Estados Unidos, mas também a “segurança nacional do país”.





















