Projeto é fruto de uma parceria, cujos investimentos vieram da Petrobras Biocombustível, da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Marinha do Brasil.
Brasil testa uso do etanol para gerar energia na Antártica
O etanol brasileiro, usado tradicionalmente como combustível, será testado também para a produção energética em condições extremas. Através do uso de uma tecnologia nacional, a marinha brasileira irá testar esta energia na Estação Antártica Comandante Ferraz.
O projeto é fruto de uma parceria, cujos investimentos vieram da Petrobras Biocombustível, da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Marinha do Brasil, e somam R$ 2,5 milhões. A proposta deve substituir totalmente o uso do diesel mineral, pelo etanol hidratado.
O intuito destes testes é elevar a qualidade das operações brasileiras na Antártica. Mas, a tecnologia pode se tornar uma alternativa mais sustentável também aos países que dependem de combustíveis fósseis ou carvão para suprirem suas demandas energéticas.
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“Queremos desenvolver na geração de energia elétrica limpa o mesmo conhecimento e competência que temos nas áreas de etanol combustível”, declarou Ricardo Castello Branco, diretor de etanol da Petrobras Biocombustivel, à Agência Estado.
O etanol usado especificamente para a geração de energia é ainda mais limpo do que o modelo usado como combustível. “Ao contrário do motor que desenvolvemos para ônibus coletivos que estão sendo testados em São Paulo, o gerador da Antártica não precisa de um aditivo extra e funciona apenas com o etanol hidratado puro”, explicou James Pessoa, presidente da VSE.
Os testes no continente gelado devem durar aproximadamente um ano, período em que o uso do etanol em condições atípicas será analisado. Para isso, a Petrobras disponibilizou 350 mil litros de etanol hidratado e também o transporte do combustível. O gerador utilizado possui capacidade de 250 quilowatts, e a expectativa é de que ele produza energia suficiente para abastecer toda a estação.




















