Cati lança campanha “Milho Safrinha 2010”, para incentivar plantio do cereal. Material traz 10 fundamentos para o produtor obter bons resultados na lavoura.
Cartilha do milho safrinha

Com o objetivo de levar informações sobre a cultura do milho aos produtores rurais por meio das Casas da Agricultura e da comercialização de sementes certificadas, além do envio de material por mala direta, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (Cati) lança a campanha “Milho Safrinha 2010”.
A iniciativa tem o objetivo de alertar os agricultores dos cuidados simples, e praticamente sem custos, que conduzem a uma cultura de sucesso e minimizam os prejuízos. Isso porque, quando semeado muito tarde, o agricultor pode perder a produção devido às poucas chuvas e ocorrência de geadas no outono-inverno.
O pesquisador do Programa Milho da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Aildson Pereira Duarte, elaborou uma série com dez fundamentos básicos para o produtor obter bons resultados na lavoura e lucro na safrinha. Com base nessas normas e com outras informações, foram produzidos cerca de três mil fôlderes para serem enviados aos agricultores do Estado.
Duarte explica que, antigamente, os agricultores utilizavam pouca tecnologia e a produção apresentava alto risco e baixo retorno econômico. Com a adoção de novos conhecimentos, a cultura se consolidou. “A campanha vai melhorar essa situação, pois as técnicas apresentadas aos produtores têm embasamento científico, o que oferece segurança nas recomendações”, diz.
Leia também no Agrimídia:
- •Síndromes Respiratórias em Suínos: enfoque em Saúde Única na Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Influenza Aviária é confirmada em aves silvestres no Rio Grande do Sul
- •Saúde Única avança como eixo estratégico para a resiliência do planeta no Anuário Avicultura Industrial de 2026
- •Exportação de carne de frango pode ser afetada por tensão no Oriente Médio
Técnicos da Cati, em parceria com o Instituto Agronômico, também órgão da Secretaria (IAC), vem ajudando a avaliar as variedades AL 25, AL 34 e AL Bandeirante, que serão vendidas nas Casas da Agricultura. Suas principais características são a rusticidade, a adaptação a diversos tipos de solo e a boa tolerância ao ataque de pragas e às adversidades climáticas (veranicos), o que as torna excelentes para a safrinha.
“As Casas da Agricultura darão informações sobre plantio, tratos culturais, colheita e variedades, além de disponibilizar sementes”, afirma o coordenador da Cati, José Luiz Fontes.
Hoje, de acordo com o diretor do Departamento de Sementes e Mudas da Cati (DSMM), Armando Portas, os preços dos sacos de sementes de milho são um convite para o agricultor fazer uma safrinha de qualidade com pouco gasto, mas com resultados econômicos reais.
Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), a produção de milho no Estado chegou a 80,3 milhões de sacas de 60 quilos em 2008. O produto está entre os dez principais do Estado.





















