Presidente da ACCS comemora a retomada dos lucros da atividade suinícola catarinense a partir do segundo semestre de 2010. Losivanio de Lorenzi tem boas perspectivas para 2011.
Ano de virada para o suinocultor
Um ano de contrastes. Esta foi a avaliação de 2010 feita por Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinenses de Criadores de Suínos (ACCS). Para ele, depois de um início difífil, com preços em baixa e o produtor pagando pra se manter na atividade, o segundo semestre mostrou uma melhor remuneração na atividade, trazendo uma pequena margem de lucro para o produtor, “renovando a esperança de se manter vivo na atividade”, diz.
Veja a mensagem enviada por Lorenzi aos “amigos” da suinocultura.
“Ao aproximarmos de mais um final de ano, é hora de avaliarmos a nossa vida e também a nossa atividade. Tivemos um início de ano com impacto negativo no setor, os preços em baixa e o produtor pagando pra se manter na atividade. No segundo semestre, começou uma reação do setor, com uma melhor remuneração na atividade, trazendo uma pequena margem de lucro, renovando a esperança de se manter vivo na atividade. Os fatores que contribuíram para uma melhora no segundo semestre foram: Um aumento da população de classe C e D, que aumentaram o consumo de carnes, incluindo a carne suína, um diferencial nos cortes de carne suína em pequenas porções para o dia-a-dia, aliado as novas campanhas de marketing e o alto preço da carne bovina.
Ao analisarmos o desempenho da atividade sobre o aumento de plantel, ficou estável, apenas um percentual de aumento sobre a produtividade, produtores desacreditados em melhores dias mantiveram seus plantéis, porém muitos sem fazer a reposição necessária devida para o setor, prejudicando um pouco da produtividade na propriedade. Apesar deste final de ano, estarmos com uma boa margem de lucro, tivemos nos meses de janeiro, fevereiro e julho, um forte prejuízo na atividade, devido ao baixo preço do quilo do suíno. Os insumos, como o milho e farelo de soja, se analisarmos, pela margem de lucro que os produtores dos mesmos devem ter para se manterem na atividade, estiveram dentro da normalidade até agosto.
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Para o próximo ano, as perspectivas são boas, a produtividade já está definida, pois está no campo. Como não haverá grandes alterações com relação a 2010, o mercado vai continuar aquecido e com ótimos preços, e ainda, mais estados buscando a melhoria sanitária para atingir novos mercados. Entre tantas notícias que foram destaques no ano, vejo estas como as principais; no auge da crise, o governo do estado isentou o ICMS por 240 dias fazendo com que, em especial, os produtores independentes pudessem ter uma melhor remuneração no setor, comercializando seus animais com aumento de lucratividade. Outro fator foi à abertura do mercado americano para Santa Catarina, aumentando a expectativa do setor em boa margem de lucro e a aprovação do preço mínimo para carne suína, e isso irá fazer a grande diferença para a atividade com um futuro promissor.
Por fim, devo dizer que estou muito feliz, depois de sete anos como vice-presidente, assumi no dia 23 de julho a ACCS, a maior entidade afiliada a ABCS. E podem ter a certeza de que vou honrar e trabalhar sempre para a remuneração justa ao produtor, para que ele possa ter a qualidade de vida merecida pelo seu trabalho. E ainda, vou estar ao lado da indústria na busca da qualidade e competitividade para a abertura de novos mercados e também com nossos governantes para que possam fazer os trabalhos necessários e manter a sanidade do rebanho e a lucratividade para todo o ciclo da atividade. Feliz Natal e um Próspero 2011 a todos os suinocultores, familiares e amigos deste ciclo de produção, tão importante a todos nós”.





















